TRIBO FORTE #165 – DIABETES, CAFÉ DA MANHÃ (MAIS UM ESTUDO) E LEMBRETE VEGANO

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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Neste podcast:

  • Estudo publicado sobre pular o café da manhã;
  • Mais verdades sobre veganismo;

Escute e passe adiante!!

Saúde é importante!

OBS: O podcast está disponível no iTunes, no Spotify e também no emagrecerdevez.com e triboforte.com.br

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Abaixo eu coloco alguns dos resultados enviados pra mim por pessoas que estão seguindo as fases do Código Emagrecer De Vez, o novo programa de emagrecimento de 3 fases que é o mais poderoso da atualidade para se emagrecer de vez e montar um estilo de vida alimentar sensacional para a vida inteira.

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Caso de Sucesso do Dia

Referências

Estudo Sobre Pular Café da Manhã

Artigo da Dra. Georgia Ede

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá, olá! Bem-vindo a mais um episódio da Tribo Forte. Esse é o episódio número 165 do podcast semanal da Tribo Forte onde a gente traz semanalmente o melhor que a gente pode para te ajudar a viver da melhor forma, na melhor saúde, com os melhores hábitos de estilo de vida saudável para você. Obrigado pela audiência de todo mundo que está levando a gente… Mantendo a gente como número 1 como podcast mais ouvido do país na área de saúde. Obrigado a todo mundo aí. Hoje a gente vai falar sobre café da manhã. Sim, de novo, eu sei. Mais um estudo veio a fora. Eu sei. E depois também um lembrete vegano. Um lembrete vegano para você também depois na segunda parte desse podcast. Primeiro a gente dá as boas-vindas ao Dr. Souto a mais um episódio. Tudo bem, Dr. Souto? Como está por aí?

Dr. Souto: Tudo bem, Rodrigo. Bom dia. Bom dia aos ouvintes.

Rodrigo Polesso: A gente estava rapidamente comentando aqui. O Dr. Souto acabou de voltar do PaleoFX, uma conferência grande que acontece todo ano em Austin no Texas. É uma coisa… Como o nome diz, paleo. É basicamente um mercado de microempresas com inovações paleo, barrinhas de cereais de grilo, barrinha de cereal de qualquer tipo de animal que você imagina… Formas de colocar gordura na bebida, Dr. Souto… E algumas palestras também que podem ser interessantes. Mas esse movimento é muito forte fora do país… Esse movimento paleo. A gente vê que as pessoas parecem que querem pertencer a esse movimento e a própria indústria crescente nesse nicho também, eu acho meio que comprova esse fato. Mas muitos cuidados precisam ser tomados nesse sentido eu acho.

Dr. Souto: É, como você disse assim… Por um lado é muito interessante, muito legal que a gente tem… Embora seja uma coisa de nicho… Se nós formos pegar a população como um todo… Isso vale para os Estados Unidos e vale para o Brasil… A população como um todo… Quantos que praticam estilo de vida paleo ou low carb? Seguramente deve ser menos de 1%. Mas esse menos de 1% são milhões de pessoas. Nós temos um país com 200 milhões de pessoas. É muita gente. Então, o que existe lá é um mercado muito diversificado que oferece alternativas para todo tipo de estratégia alimentar. Então… O que que acontece? Por um lado a gente sabe, a gente sempre salienta aqui que para praticar esse estilo de vida não precisa nada disso. Não precisa de barrinha, não precisa nada muito industrializado. Com feira e açougue a gente faz. Agora… É interessante dispor de certos produtos. Em situações como viagem, em situações nas quais a pessoa não vai ter a possibilidade de levar consigo uma marmita contendo peixe com salada. Então, ter uma barrinha que só tem ingredientes limpos… Uma barrinha que não tem porcaria, que não tem falsos adoçantes, coisas como maltodextrina, coisas como maltitol. Então ter uma coisa que a gente vê… E é interessante porque essas barrinhas, esses produtos lá têm uma série de certificações. Então, tem ali… Que a carne é a carne é grass-fed, quer dizer, de animais alimentados a pasto… Que aquilo é paleo-certified, quer dizer, só tem produtos que são compatíveis com a dieta paleo. Tem os net carbs… O que são os net carbs? Os carboidratos líquidos. Então, ao invés da gente ter que ficar fazendo conta, como a gente normalmente faz, vamos olhar o rótulo, vamos ver quantos gramas aqui tem de carboidrato, de açúcar, de fibra… Subtrai e vê quanto é carboidrato absorvível… Já está em destaque na frente da maioria daqueles produtos… “Apenas 3 gramas de carboidratos líquidos”, por exemplo. Isso para algumas pessoas é só um detalhe, mas como eu sempre digo, fazer low carb talvez para mim e para o Polesso seja uma opção porque a gente gosta, porque a gente se sente bem, porque a gente mantém uma boa performance, uma boa composição corporal fazendo isso, a gente gosta. Para outras pessoas, não é só uma questão de gosto.

Rodrigo Polesso: Saúde e necessidade.

Dr. Souto: Para o sujeito que é diabético, para o sujeito que tem uma resistência à insulina importante, está tentando melhorar os seus marcadores… Esses são detalhes que fazem toda a diferença. Então, ver aquele grande salão com muitas vezes de expositores diferentes, com produtos que se preocupam em deixar esses rótulos claros e ter só ingredientes limpos, é legal. Por outro lado, como a gente estava falando logo antes de começar a gravar, eu nunca vi tantas formas de colocar gordura na bebida. Então…  O Dave Asprey, aquele do Bulletproof Coffee, tem um stand lá com incontáveis bebidas com manteiga ou óleo de coco já misturada… E tantos outros. Alguns com MCT, que é o triglicerídeo de cadeia média em pó já misturado com café para você misturar na água quente. O Primal Kitchen, por exemplo, que é a companhia que originalmente era do Mark Sisson… Mark Sisson que a gente gosta e admira muito… Só tem produtos limpos e tal… Mas o Sisson acabou vendendo a companhia para a Kraft Foods por 150 milhões de dólares, se não me engano.

Rodrigo Polesso: Quem que não venderia, né?

Dr. Souto: Eu venderia. Eu venderia para a Coca-Cola. Então, por exemplo, eu estou aqui na mão segurando o Collagen Fuel, então o “combustível colágeno” dele. É um pó… Uma coisa em pó para misturar com água que diz ali “paleo friendly”… O que vamos abrir um parêntese, pessoal. Paleo diz respeito àquele período antes da agricultura, antes da industrialização onde você praticamente comeria aquilo que está disponível na natureza.

Rodrigo Polesso: Não pó de colágeno.

Dr. Souto: É. Pó de colágeno não é exatamente… Claro… A gente tem que entender os dois lados. Sim, se eu tiver que misturar um pó com água para beber porque eu estou na corrida e é o que temos para hoje… Estou num hotel e a opção… Sabe? Eu acho que é muito bom ter esse produto.

Rodrigo Polesso: É conveniente, sim.

Dr. Souto: Mas, ao mesmo tempo, eu entendo também que as pessoas não podem viver disso, ou basear sua alimentação só nisso. Mas então aqui o pozinho é paleo friendly… Então, assim… Não está dizendo que ele é paleo, que ele é amigável à dieta paleo. Que ele não tem laticínios, não tem soja, contém colágeno, não tem açúcar. Então, os ingredientes são peptídeos de colágeno bovino, leite de coco em pó, monk fruit

Rodrigo Polesso: É adoçante.

Dr. Souto: É um adoçante natural extraído de uma planta. Fibra da raiz konjac. Extrato de baunilha. Para quem está querendo uma coisa 100% natural, ele é o extrato realmente na baunilha. Não é o sabor baunilha, muito embora a molécula – cá entre nós – seja a mesma. E sal marinho. Então… É isso que eu quero dizer no sentido de que são produtos que os ingredientes são muito bons. A gente não encontra… Olha, não me lembro de ter visto por aí nos mercados no Brasil coisa desse tipo. Nós temos alguns produtores no Brasil que fazem e vendem esse tipo de coisa online, normalmente a preços bem salgados. Mas é isso aí. É uma feita de produtos mais do que uma conferência de natureza científica, mas é legal para a gente ver que o movimento está crescendo e que pode ser uma oportunidade de negócios para as pessoas.

Rodrigo Polesso: Com certeza. Também vale lembrar que no Brasil tem muitas empresas e microempresas produzindo esses produtos de conveniência, se preocupando em realmente fazerem eles limpos e boas opções práticas para as pessoas que estão seguindo. Então, é bom motivar que essas empresas continuem em frente, que tenha um mercado crescente sobre isso e a gente continua aqui na parte de instrução para tentar instruir essas pessoas a não basear a dieta delas nesse tipo de conveniência, mas utilizar como deveria ser, que é uma coisa conveniente. Maravilha. Vamos lá então, café da manhã. Sim, de novo café da manhã. A gente já falou aqui. Tem um novo estudo publicado agora em abril no Jornal da Associação Americana de Cardiologia… Diz que pular o café da manhã… Você já deve ter ouvido essa história antes… Pular o café da manhã está associado a aumentados riscos de doença cardíaca. Sim, de novo, de novo, pessoal. Eles analisaram uma amostra de 6.550 adultos com idade entre 40 e 75 anos que participaram de uma pesquisa nacional de saúde e nutrição entre 1988 e 1994. Aquela coisa que a gente sempre fala… Uma base antiga de dados que eles tentam toda hora ficar massageando. Bom… Os participantes informaram a frequência com que eles tomavam o café da manhã. De modo geral, 5% apenas dos participantes disseram que nunca tomavam café da manhã. Cerca de 11% deles afirmaram que raramente comiam no café da manhã. E 25% disseram que comiam café da manhã de forma intermitente. E por final, 59%, a grande maioria disseram que comiam no café da manhã todos os dias. A conclusão do estudo foi a seguinte. Pular o café da manhã está associado a um significante aumento de risco de mortalidade de doença cardiovascular. O nosso estudo suporta a ideia… Os benefícios de se comer café da manhã ao promover saúde cardiovascular. É a vigésima fez que a gente fala sobre estudos epidemiológicos desse tipo aqui em se tratando de café da manhã. Então, ao invés de nós comentarmos o óbvio logo de cara, o elefante na sala, deixe-me ler um dos comentários feitos ao estudo escrito pela NHS, que é o serviço nacional de saúde do Reino Unido. Um comentário que eles fizeram a esse estudo recém-publicado. Eles disseram o seguinte. O estudo não é capaz de provar que não comer café da manhã é causa direta de morte por doença cardiovascular. Parabéns. Óbvio. É epidemiológico, eles deveriam saber disso. Eles continuam. Pessoas que não tomam café da manhã no estudo tinham mais chances de ser ex-fumantes, consumidores pesados de álcool, sedentários, com uma alimentação pobre e de baixo status socioeconômico do que os que tomavam café da manhã. Será que isso pode influenciar no risco de morte, pessoal? Claro que sim. Eles pegaram muito bem. Eles continuam ainda. O estudo só teve uma variação única do café da manhã que pode não refletir hábitos ao longo da vida. Também não explica o que é… O que o café da manhã significa para pessoas diferentes. Olha que maravilha. O pessoal está acordando. Eles mesmos já comentaram. Colocaram o elefante na sala e já atacaram a credibilidade desse estudo. E ainda, olha só… Outras coisas interessantes… Ou melhor, sem sentido… Que tendemos a ver em estudos fracos epidemiológicos só como esse… São por exemplo o seguinte. O risco cardiovascular de quem come café da manhã alguns dias… Alguns dias, não todos os dias… É 5% menor do que quem come todo dia. Só com isso… Só com essa informação que está publicada no mesmo estudo a gente podia criar uma manchete com o seguinte. Pular o café da manhã de vez em quando diminui em 5% o risco cardiovascular.

Dr. Souto: Mas, Rodrigo, esse detalhe é um dos detalhes mais importantes. Quem não está acostumado, às vezes não pega. Lembra que nós já falamos várias vezes aqui dos critérios de Bradford Hill? Para tentar estabelecer causalidade num estudo observacional. Traduzindo, como a gente já disse, estudos observacionais não estabelecem causa e efeito, mas existe uma série de critérios que esse famoso estatístico aí no século passado estabeleceu para tentar definir que mesmo sendo um estudo observacional, naquele estudo as evidências seriam tão grandes que a gente pode inferir que uma coisa está causando a outra. Ok. Esses critérios incluem coisas como a magnitude do efeito. Então, por exemplo, efeitos ridiculamente pequenos, como os que são descritos aqui, não contam. Normalmente, a gente precisa de efeitos que aumentem em centenas porcento o impacto, enquanto que aqui nós estamos falando em 5%, coisas desse tipo. Mas um dos critérios de Bradford Hill é justamente a curva dose-resposta.

Rodrigo Polesso: Exato.

Dr. Souto: O que é a curva dose-resposta? Se eu fumo 5 cigarros por dia, eu vou ter um aumento no meu risco de câncer de pulmão. Se eu fumo 10 cigarros por dia, o risco é maior. E se eu fumo 40 cigarros por dia, ele é ainda maior. Ora… No momento em que eu tenho um estudo que diz… Se eu tomo café da manhã todos os dias o meu risco de mortalidade é menor… Se eu não tomo café da manhã nunca, o meu risco de mortalidade é maior. Ora… Se eu não tomo café da manhã de vez em quando, deveria ser intermediário.

Rodrigo Polesso: Exato.

Dr. Souto: Vocês entenderam? Se é uma coisa dose-resposta, quanto menos café da manhã eu tomo, menor deveria ser o risco. E no entanto, o que o estudo mostra? Se eu tomo café da manhã todos os dias, o meu risco é menor. Se eu não tomo café da manhã nunca, o meu risco é maior. Mas se eu pulo às vezes, é o melhor de todos.

Rodrigo Polesso: Exato. Quem come às vezes, 5% menor.

Dr. Souto: Não existe curva dose-resposta, o que é um grande indicador de que não existe causa e efeito, de que isso aí é simplesmente uma bobagem estatística, um achado ocasional. É mais uma das incontáveis evidências. A grande evidência de que isso aí é uma bobagem é o quê? É de que os ensaios clínicos randomizados de café da manhã, os reais experimentos, esses mostram benefícios em quem não toma café da manhã continuar não tomando e quando essas pessoas passam a tomar, elas tendem a ter um consumo calórico maior e todas aquelas coisas que a gente já falou várias vezes aqui.

Rodrigo Polesso: Sim. Com certeza. Mas é legal… Eu vou falar um pouco mais aqui para o pessoal entender o tipo de contradição que está inerente a esse tipo de estudo. Então, como a gente falou, eles usam quem come café da manhã como benchmark, ou seja, o risco 1, que seria nem mais, nem menos e comparam todos os outros tipos frequentes de café da manhã com esse. Então, eles falam aqui… Quem pula o café da manhã de vez em quando tem 5% menos de quem come todo dia. Quem come café da manhã raramente, segundo o estudo, tem risco aumentado agora de 13%, que é um erro estatístico. E quem nunca come tem risco aumentado de incríveis 87%. Que pulo enorme para essa demographics, que a gente fala. Será que esse tipo de pessoa que diz que nunca come é um tipo de pessoas diferente que na verdade são 5% só da população analisada, como a gente falou? Em termos de mortes de todas as causas, vamos lá. Eles também publicaram. Quem come café da manhã de vez em quando tem exatos mesmos riscos de morte de todas as causas de quem come todo dia. Quem come raramente café da manhã, tem 1% a menos chance de morrer do que quem come todos os dias. Isso é bizarro, porque o Dr. Souto está falando… Como que é possível isso? Agora, quem nunca come tem 19% de chance de morrer de qualquer causa. E por fim o mais bizarro. Quem pula o café da manhã de vez em quando, tem 11% de chance a mais de infarto. Quem pula o café da manhã de vez em quando tem 11% a mais de chance de infarto. Quem come o café da manhã raramente, tem 34% a menos de chance de infarto. De novo… A manchete poderia ser a seguinte. Corte em um terço seu risco de infarto pulando o café da manhã na maior parte dos dias. Agora, não é isso que está escrito. Agora olha só que coisa bizarra, Dr. Souto. Quem diz nunca comer café da manhã no risco de infarto tem 239% maior chance de risco de infarto. É completamente desproporcional e não faz sentido algum que o número salte dessa forma tão errática.

Dr. Souto: É difícil até pensar por onde começar, né?

Rodrigo Polesso: Como alguém leva a sério um negócio desse, para começar?

Dr. Souto: É realmente impressionante. Lembrando que nós já conversamos aqui… Porque a gente já falou tantas vezes sobre esse assunto… Que a história, a ideia de que o café da manhã é a refeição mais importante do dia se originou não de estudos científicos, e sim da opinião de uma das fundadoras da Sociedade Americana de Nutrição no início do século XX. Quando eu digo no início, é lá nos anos 20. E esta pessoa, cujo nome agora me falha, era uma discípula do Kellogg’s, que era o cara que inventou o cereal matinal… Por algum motivo ele achava que o café da manhã era importante… Ele vendia cereal matinal… E ele inventou o cereal matinal. Não por outro motivo de saúde e tal, é porque ele achava que comer carne aumentava o risco das pessoas se masturbarem e a religião dele considerava isso um grande pecado. Então, era uma forma de diminuir o bacon, as salsichas, esse tipo de coisa no café da manhã. Então, ele inventou o cereal matinal que acabou virando um produto que vende muito e uma discípula dele foi uma das fundadoras da Sociedade Americana de Nutrição e num livro que ela escreveu baseado nas opiniões dela e não em estudos, ela diz que o café da manhã era a refeição mais importante do dia. Isso virou um meme. Isso virou um dogma. E nós estamos aqui em 2019 discutindo essa bobajada.

Rodrigo Polesso: E muito conveniente para todos que vendem cereais matinais, obviamente.

Dr. Souto: Nossa, muito, muito conveniente.

Rodrigo Polesso: Mas está aí. Ganhou mídia. O artigo que a gente estava comentando veio da BBC em português. Então, ganhou mídia, apesar de ser um completo lixo científico.

Dr. Souto: E a outra coisa que você salientou… Tem aquela ressalva da NHS… As pessoas que não tomam café da manhã nesse estudo tinham chances maiores de serem ex-fumantes, consumidores pesados de álcool, sedentários, com uma alimentação pobre e de baixo status socioeconômico do que os que tomavam café da manhã… Então, a ressalva está posta, mas ela está posta uns 10 parágrafos abaixo da manchete. E o que que a maioria das pessoas lê?

Rodrigo Polesso: Só a manchete. É isso mesmo.

Dr. Souto: É a manchete.

Rodrigo Polesso: É isso mesmo. Aí que está o perigo.

Dr. Souto: Vamos dizer… O editor colocou isso porque ele queria reforçar o status quo nutricional, que é basicamente o que os editores da BBC, da Veja e etc. fazem. Então, qualquer estudo que reforce tudo aquilo que sempre se disse sobre nutrição está certo… Vai ser reforçado do ponto de vista de manchete. Aí pode até ter uma ressalva. Na outra semana nós tínhamos comentado um outro estudo que também tinha uma ressalva, mas a ressalva era também uns 10 parágrafos baixo. E aí as pessoas já leram a manchete. Basicamente a manchete é o que vai aparecer no Twitter, é o que vai aparecer na fotinho do Instagram ou é o que a capacidade de atenção das pessoas no mundo moderno é capaz de tolerar. A manchete e a submanchete. E pronto, está feio o estrago.

Rodrigo Polesso: Agora, vocês que acompanham a gente aqui já estão céticos o suficiente para entender esse tipo de balela. Agora, quem não segue esse tipo de coisa… Mais um exemplo de quem não segue esse tipo de balela é a nossa amiga Vanessa. A Vanessa que mandou o caso se sucesso para nós hoje aqui. Ela diz viver fazendo dieta desde os 15 anos de idade. Ela mandou o caso de sucesso, a foto de antes e depois dela com 19 quilos a menos. E ela disse o seguinte. “Eu gostaria de agradecer profundamente ao Rodrigo e toda a equipe do Código Emagrecer de Vez, ao Dr. Souto, por cada dica nos podcasts e ao pessoal do fórum que sempre apoia cada vitória que temos por aqui.” Então, maravilha. Quero agradecer aqui a Vanessa por ter mandado esse testemunho dela. Ela transformou sua vida depois de décadas tentando perder peso, desde os 15 anos de idade. Encontrou aí o que realmente funciona, que na verdade não é segredo, é ciência aplicada na prática em hábitos saudáveis no dia a dia. Se você quer ajuda para seguir esses passos no dia a dia, entre aí em CodigoEmagrecerDeVez.com.br e certifique-se também de ouvir todos os nossos podcasts aqui. Ok. Então, maravilha. Tem uma notícia boa para relembrar aqui sobre diabetes e também outra coisa para se relembrar… A resistência irracional do time do contra. Dr. Souto tem o que falar um pouco sobre isso aí. Relembra para a gente faz favor, Dr. Souto, o que é essa boa notícia e como é que você pode estar sofrendo uma espécie de repressão por espalhar esse tipo de coisa.

Dr. Souto: Então, relembrando a boa notícia… E eu repercuti isso no meu blog em 20 de abril. A Associação Americana do Diabetes, a ADA, publicou um artigo chamado “Terapia nutricional para adultos com diabetes ou pré-diabetes: um relatório de consenso.” Isso foi publicado pela ADA. E esse artigo que de dedica especificamente à alimentação e nutrição para pessoas com diabetes endossou… E pela primeira vez endossou de forma forte low carb como uma das estratégias padrão no manejo do diabetes. Finalmente. E não apenas isso. Existem trechos desse texto onde finalmente a ADA dá o braço a torcer de forma importante… Coisas que sempre foram ditas por aí… Que vocês que estão nos ouvindo já escutaram inclusive de profissionais. Por exemplo, quem é que nunca ouviu falar que não pode fazer low carb porque afinal o cérebro precisa de glicose e o cérebro então precisa de pelo menos 130 gramas de glicose por dia… E portanto menos que 130 gramas de glicose por dia é perigoso? Pois bem, a ADA botou por escrito agora que a quantidade de carboidratos necessários para a dieta humana, na realidade, é desconhecido, mas que esses 130 gramas podem em princípio ser produzidos pelo próprio organismo, incluindo gliconeogênese… Aquilo que a gente sempre diz. Finalmente a ADA colocou isso por escrito. E depois a ADA diz o seguinte. E eu vou ler para vocês traduzido ipsis litteris. Reduzir a quantidade total de carboidratos para indivíduos com diabetes é a estratégia que demonstrou a maior quantidade de evidências para a melhora da glicemia. Desculpa, vocês que estão dirigindo, dá uma parada no carro. Encosta aí. Se é um lugar seguro, não tem assalto, para e eu vou repetir. A Associação Americana do Diabetes colocou por escrito a seguinte frase. Reduzir a quantidade total de carboidratos para indivíduos com diabetes é a estratégia que demonstrou a maior quantidade de evidências para a melhora da glicemia. Então, assim… Não é dizer… Como eles vinham dizendo já há algum tempo… Pode ser aplicado, mas as evidências são poucas e tal… Eles estão dizendo que é o que mostrou a maior quantidade de evidências. Mais do que isso, eles dizem o seguinte. “Reduzir a gordura total não melhorou a glicemia ou os fatores de risco cardiovascular. Mais do que isso, a dieta low fat (a dieta de baixa gordura) tem sido usada como grupo controle para testar outros padrões alimentares.” Em outras palavras, a ADA está admitindo que a dieta low fat é absolutamente inútil a ponto de que basicamente ela serve para ser a dieta de comparação contra a qual outras coisas mais eficazes como low carb vão ser testadas. Aí eles dizem o seguinte. Low carb, especialmente very low carb (ou seja, cetogênica) tem demonstrado reduzir a hemoglobina glicada e a necessidade de medicação no diabetes. Estes padrões alimentares estão entre os mais estudados no diabetes tipo 2. Bom, segue… Isso aí quem quiser pode dar uma olhada lá no meu blog, ler. Eu fiz todo esse resumo e a tradução dos principais trechos. Mas aí quando a gente tenta compartilhar o link dessa postagem no Instagram, no Facebook, dá erro. Aparece ali que este link não é seguro e portanto não pode ser compartilhado.

Rodrigo Polesso: É fogo, né?

Dr. Souto: Olha só, pessoal… Pensem um pouquinho… Como é que a gente consegue fazer com que um link seja considerado não seguro e não possa ser compartilhado no Instagram e no Facebook? Vocês sabem?

Rodrigo Polesso:  Denunciando.

Dr. Souto: Denunciando. Então, eu preciso que um grupo grande de pessoas denunciem todas, mais ou menos ao mesmo tempo… Olha, cuidado, esse link aqui tem… Sei lá, vírus, conteúdo inadequado, pornografia infantil, alguma coisa assim… Para que os algoritmos do Facebook bloqueiem automaticamente aquele link até que aquilo possa ser avaliado. Eu confesso que eu estava viajando, como o Rodrigo falou. Tive fora numa conferência. Eu nem olhei mais se ainda está bloqueado ou não. Mas se tivesse desbloqueado, eu acredito que alguns dos meus leitores já teriam me avisado. “Olha, desbloqueou.” Então, eu acho que continua bloqueado até hoje. Rodrigo, já ouviu falar no Efeito Barbara Streisand?

Rodrigo Polesso: Barbara Streisand? Não.

Dr. Souto: Barbara Streisand, a cantora…

Rodrigo Polesso: A cantora, sim…

Dr. Souto: Há muitos anos atrás, quando a internet ainda estava mais no começo… Essa história de redes sociais ainda não era tão evoluída… Um fotógrafo fez uma foto aérea da mansão dela. E colocou essas fotos aéreas no site dele. Aí ela não gostou porque achou que invadia a privacidade dela e fez o seguinte. Ela resolveu censurar essa informação e ao censurar a informação, ela entrou na justiça para impedir que fossem replicadas essas fotos, caso contrário o sujeito seria multado em milhões de dólares.

Rodrigo Polesso: Só aumentou a atenção.

Dr. Souto: Imediatamente aumentou a atenção. Inúmeras pessoas foram lá… Começaram a replicar, mandar por email, colocar nos seus próprios sites e tal. Teve o efeito oposto. Isso foi uma coisa famosa. Ficou conhecido como Streisand Effect. Foi exatamente o que aconteceu aqui. Foi um campeão absoluto de acessos no meu blog, essa postagem. Nunca foi tão rapidamente replicada uma postagem minha por todos os meios. As pessoas, já que não podiam mandar o link no Facebook e no Instagram, printaram o troço inteiro e mandaram como foto. E outra coisa… Pelo WhatsApp não está bloqueado. Por email não está bloqueado. Quem quiser simplesmente coloca no Google lá “Blog Dr. Souto” e vai achar o blog. O Google… Não está bloqueado no Google. O blog está no ar. É só esta postagem que um grupo… E eu deixo aberto para vocês ouvintes… Façam um exercício… Que grupo terá sido esse que se mobilizou para fazer isso aí?

Rodrigo Polesso: É. Exatamente.

Dr. Souto: Eu não vou sugerir nada. Eu só vou deixar em aberto.

Rodrigo Polesso: Deve ser uma tribo fraca.

Dr. Souto: Exatamente. Eu acho que existe a Tribo Forte… Eu sugiro que seja uma tribo bem fraca.

Rodrigo Polesso: Bem fraca. Pessoal, vamos compartilhar isso aí. Entra no site lá e vamos compartilhar.

Dr. Souto: Exatamente. Vamos fazer com que quem tomou essa atitude besta se sinta ainda mais humilhado do que já está se sentindo com a aplicação recorde da informação que eles tentaram censurar e aproveitem e mandem, imprimam, coloquem em envelopes e mandem pelo correio… Vamos disseminar o máximo possível porque eu espero que as pessoas entendam que a tentativa de censura de uma informação de cunho absolutamente científico… Basicamente o que eu coloquei ali… Quem quiser olha, bota aí… “Blog Dr. Souto”… E nós vamos botar o link aqui no final do podcast também, porque afinal aqui não está censurado… E vocês olhem lá e vejam o que que é. É o artigo da ADA com várias partes printadas e traduzidas. Quer dizer, ali não tem nada que não estava no artigo original. Agora é proibido difundir até artigo científico se ele for contra o dogma vigente? É nesse ponto que a gente chegou? Então, em tempos de redes sociais e internet, todo tipo de censura sai pela culatra. E eu acho que isso já deveria ser óbvio desde o episódio da Barbara Streisand que já faz mais de 10 anos.

Rodrigo Polesso: É verdade. Pessoal, é questão de saúde. As pessoas que têm diabetes… É uma população crescente… Tem que saber que a melhor intervenção alimentar possível é a low carb. Os médicos precisam saber. Precisam sair dessa bolha. Então, essa informação é extremamente importante. É questão de vida ou morte. É questão de poder viver pagando medicamento ou sem medicamento. É uma mudança grande de vida de quem precisa. Então, precisa chegar nos ouvidos de quem precisa ouvir esse tipo de coisa. Bom, a gente falou da tribo fraca… É bem conveniente falar sobre isso, porque o próximo assunto aqui é uma boa ação… Mais uma boa ação de hoje que é falar mais verdades sobre o veganismo e essa bullshit toda de plant-based. Um excelente artigo da Georgia Ede, que é uma médica que eu gosto muito… Ela desmiuçou… A gente já falou sobre isso antes aqui… Desmiuçou… O relatório do EAT-Lancet. O que é o EAT-Lancet? É a maior iniciativa organizada vegana do planeta. Ela escreveu esse artigo no Psychology Today, no site americano e ela fala o seguinte. Um dos pontos que ela menciona. Ela menciona vários pontos. Um dos pontos é o seguinte. Todo mundo deveria comer uma dieta vegana exceto a maior parte das pessoas. Ela fala… Isso é bizarro… Ela fala o seguinte. Apesar do plano de dieta do EAT-Lancet ser, segundo eles, recomendado para todos indivíduos geralmente saudáveis e com mais de 2 anos de idade, os autores do próprio relatório admitem que o plano deixa a desejar no sentido de prover nutrição correta a crianças pequenas, a meninas adolescentes, a mulheres grávidas, a adultos mais velhos, a pessoas desnutridas e pessoas pobres. E até menciona que os que sobraram desses grupos aí e não se encaixam nessas categorias precisam tomar suplementos para poderem atingir suas necessidades nutricionais básicas. E aqui eu quero reiterar uma coisa que eu venho dizendo há muito tempo já e muita gente vem dizendo. A dieta vegana apesar de ter a cor verde, que é bonitinha no design… E tem um ótimo marketing por trás… E muito dinheiro e bilionários como a pessoa que está por trás do EAT-Lancet… A dieta vegana é a pior estratégia alimentar já criada na história da humanidade. Não tem dúvida. Isso, de novo… É uma questão científica. Se os próprios relatores desse relatório… Dessa organização do EAT-Lancet dizem para você ter cuidado com esse approach, com essa estratégia em todos esses grupos… Crianças, mulheres grávidas, adolescentes, pessoas mais velhas… Por que que isso vai ser saudável para o resto da população? Não é. E até eles… Outro aspecto que eles admitem também é que eles não sabem se é melhor para o meio ambiente… Que é outro grande approach… Outro ângulo enorme dessa questão vegana. Então, só para reforçar essa ideia, pessoal… Se até os próprios promotores dessa estratégia fazem tantas ressalvas, imagine você no dia a dia tentando seguir esse tipo de coisa. Cuidado com essa hype, né, Dr. Souto?

Dr. Souto: Uma notícia interessante que eu não me lembro se a gente já comentou… Relativamente recente é que a Organização Mundial da Saúde retirou seu apoio a essa dieta do EAT-Lancet.

Rodrigo Polesso: Tirou? Eu não tinha visto.

Dr. Souto: Houve um protesto especificamente do embaixador da Itália dizendo que essa estratégia do EAT-Lancet seria ruim para a saúde das pessoas… Estaria se inserindo e modificando dietas tradicionais que mantêm a saúde… Todo mundo não fala tão bem da dieta mediterrânea? A dieta mediterrânea é praticada em boa parte da Itália. A dieta mediterrânea tem carne sim. E que incontáveis pessoas ficariam desempregadas. Boa parte da terra, do solo da Itália não presta à agricultura, se presta à criação de animais. E por isso eles sempre tem sido parte da alimentação justamente mediterrânea. Ali tem peixe, ali tem carne, ali tem frios. E esse sujeito fez uma declaração muito bem embasada e a Organização Mundial da Saúde oficialmente retirou seu apoio ao EAT-Lancet.

Rodrigo Polesso: Sensacional. Muito bom.

Dr. Souto: Não que eu precise do endosso da Organização…

Rodrigo Polesso: Não nós.

Dr. Souto: Organização Mundial da Saúde… Para apoiar ou não apoiar qualquer coisa, mas é interessante ver que a coisa era tão absurda que até a OMS pulou fora.

Rodrigo Polesso: Sim.

Dr. Souto: Então era sim uma peça de propaganda vegana bolada por um casal bilionário. E é muito engraçado porque assim… Eles ficam falando para nós mortais não comermos carnes para diminuir o aquecimento global, que é uma bobagem, porque como a gente já falou aqui, o CO2 que sai da vaca é capturado pelo capim para criar capim novo que é comido de novo pela vaca. A água que irriga o capim que a vaca come é a água da chuva. E a vaca faz xixi de novo e ainda com isso bota nitrogênio no solo que é então capturado por bactérias que fixam esse nitrogênio e devolvem o nitrogênio para o capim. A vida tem um ciclo que se mantém há milhões de anos. já o pessoal do EAT-Lancet, fica pregando essas coisas, viajando em jatinho particular, jogando CO2 extraído de petróleo o tempo todo, mas aí é para nós… Eu, você que está nos ouvindo… Diminuirmos o problema do aquecimento global comendo menos carne. Enquanto eles podem comer lagosta viajando de jatinho porque afinal o jatinho não afeta o aquecimento global.

Rodrigo Polesso: Eu acho que a melhor estratégia para uma pessoa que quer seguir essa estratégia vegana… A melhor estratégia para descobrir se é melhor para você… Faz a bendita dieta vegana por um tempo. Eu acho que automaticamente você vai se forçar a voltar atrás. A gente recentemente… Vários casos de pessoas no YouTube com centenas de milhares de seguidores que tinham um negócio inteiro baseado nessa questão do veganismo e tiveram… Derrubou a casa. Tirou a casaca. E agora se viu realmente a verdade por trás de tudo. As pessoas estão voltando a comer comida de fonte animal porque questão de saúde, senão elas vão morrer aos poucos, que é uma morte terrível.

Dr. Souto: Uma outra notícia boa é a seguinte. O Rob Wolf e a Daiana Rogers estavam na conferência… Estão fazendo um livro e um documentário para expor justamente essas coisas. Uma palestra muito interessante que eles deram lá. Eles salientaram coisas que eu já venho também dizendo e a gente já vem comentando aqui… Que é muito cínico a gente falar que um bicho que come capim, que é alimentado… Esse capim cresce com energia solar… E como a gente já falou o CO2 fica circulando entre o herbívoro e a grama… Nós vamos comparar isso com fazer carne de laboratório… E aí as pessoas não se dão conta de que da onde que vai vir a energia para manter a 37 graus aqueles grandes tubos de cultura e a quantidade de antibiótico que eu tenho que usar para que não crie microrganismos no meio da cultura dessa carne de laboratório… E a quantidade absurda de CO2 que eu vou precisar para ter os combustíveis necessários para gerar isso aí… E da onde vão vir esses meios de cultura e para onde vai o lixo gerado pelo meio de cultura usado… Porque o lixo gerado pela vaca é adubo. Mas o lixo gerado pela produção industrial de carne de laboratório não é adubo, é lixo. Então, eles estão fazendo um documentário e um livro para desmascarar essas falsas alegações do ponto de vista ecológico que são completamente falsas e completamente absurdas.

Rodrigo Polesso: Isso é uma boa notícia.

Dr. Souto: As pessoas não querem comer carne porque têm pena dos bichos? Ok, digam que é por isso, mas não inventem que é para salvar o planeta e não inventem que é para a saúde.

Rodrigo Polesso: E não esperem que os outros bichos pensem a mesma coisa.

Dr. Souto: Exatamente.

Rodrigo Polesso: Porque na verdade a primeira coisa que vai acontecer se você cair morto nesse exato momento é que você vai começar a ser digerido. O planeta Terra não é um planeta vegano. Você e tudo o que vem do solo, volta para o solo, em todos os níveis de vida do planeta. Então, é questão de amadurecimento.

Dr. Souto: Se você for vegano ou se você for carnívoro, você vai acabar enterrado e comido por alguém. A gente enterra justamente para não ver isso.

Rodrigo Polesso: Exatamente. É isso. Falando em comida, Dr. Souto, o que você degustou de café da manhã… Talvez você tenha comido por causa do estudo que a gente viu hoje… Para não correr risco… O que você comeu na sua última refeição, no café ou o que você vai comer na próxima?

Dr. Souto: O café da manhã foi só café.

Rodrigo Polesso: Só o café mesmo.

Dr. Souto: Mas ontem de noite eu estava com saudade de comer carne de verdade em abundância… Voltando da viagem… Aí eu fui num restaurante e comi carne.

Rodrigo Polesso: Que beleza. Então, em outras palavras, você comeu carne vermelha ontem à noite e hoje você ainda pulou o café da manhã. Você está brincando com a saúde.

Dr. Souto: Eu estou praticamente morto. Você tem razão. Eu não tinha pensado. Carne vermelha ontem de noite e pular o café da manhã hoje… É morte.

Rodrigo Polesso: Eu acho que sua saúde e sua boa forma deve ser genética. Ontem eu à noite eu fiz uma mistura que o Dr. Souto um dia ainda vai poder degustar… Vocês sabem… Todo mundo vem evoluindo… Eu fiz um bacon na frigideira. A minha namorada comeu metade do bacon com ovos. Eu peguei o resto do bacon, coloquei no meu prato. Sobrou aquela gordura do bacon, que é uma delícia. Coloquei o que ali? Fígado de galinha… E também o quê? Coração de galinha junto. Uma mistura explosiva. Que coisa deliciosa. Cozinhando naquele bacon. E depois degustei isso com um pedaço de queijo de sobremesa. Não tenho o que falar. Eu sinceramente gosto muito do sabor. Prefiro um pouco mais até o fígado de galinha comparado ao fígado de vaca. Não sei o pessoal que curte o que que acha sobre isso. Diga para a gente nos comentários por aí. Mas é isso. É uma forma muito barata. A gente paga meio quilo… Eu comprei aqui no Canadá… Mais de meio quilo de coraçãozinho deu 3 dólares e 30 centavos. E mais de meio quilo de fígado deu o mesmo preço. Deu 3 dólares e pouco. É muito, muito barato. Se a gente contar em termos nutricionais, é um nutriente muito barato. É muito bang for your buck, como eles falam aqui. Então… Dr. Souto. Fica no vazio aí… Qual é seu comentário? Vou planejar, vou tentar…

Dr. Souto: Pois então, lá no PaleoFX tinha uma das banquinhas que era uma banca voltada para a produção sustentável de animais criados a pasto. E ali eles tinham para experimentar umas misturas com percentuais diferentes de fígado. Então, tinha um negócio que era fígado. Tinha um outro que era… Acho que70% fígado. E tinha um que era 10% fígado. 10% fígado 90% carne. E esse aí dos 10% deu para engolir.

Rodrigo Polesso: Você ainda sentiu um gostinho residual lá?

Dr. Souto: Tinha um gostinho, mas dava. Então, talvez… Fique a dica. É aliás… Também a gente já comentou aqui… Eu acho que o fígado de galinha é mais suave. E o patê de fígado de ave… Patê de fígado de galinha é bem suave, bem gostoso. Para aqueles de nós que… Coitados de nós… Nesses 5% de ouvintes que ainda como eu não gostam muito de fígado… Tem essas alternativas. Mistura com outra coisa.

Rodrigo Polesso: Tem gente que não gosta desse saborzinho especial. Esse saborzinho especial que você sente é sabor de saúde. Saúde tem esse gosto. Isso que você falou é muito interessante porque… Pensa pessoal. A gente tem um animal gigantesco. O fígado é uma parte pequena do animal. Então, não precisa fazer uma refeição de fígado. Você pode colocar um pouquinho no meio de uma carne moída, junto com outras coisas. Pouca quantidade é um suplemento muito bom nutricional.

Dr. Souto: Até porque… Agora falando sério… Não se recomenda o consumo diário de fígado.

Rodrigo Polesso: Exato.

Dr. Souto: Porque ele é de tal forma denso do ponto de vista nutricional que a pessoa pode sim desenvolver uma hipervitaminose A por exemplo por consumir fígado em excesso. Então, o ideal seria um consumo em torno de uma vez por semana ou então, se quiser consumir todos os dias, em pequenas quantidades. De modo que realmente salpicar ele, misturar numa carne moída… Pega ali uma carne moída e bora um pouquinho de fígado para diluir o gosto e também para não ficar tão carregado do ponto de vista nutricional. Porque assim como a gente fala que determinados estilos alimentares que são muito pobres em produtos animais são deficientes em determinados nutrientes, no caso quando a gente está falando de organ meats, das carnes de órgãos, é o contrário, a gente incrivelmente tem que se preocupar com o excesso de nutrição contido ali se a pessoa resolver comer bastante quantidade todos os dias.

Rodrigo Polesso: Realmente. É irônico. É isso aí, pessoal. Com isso a gente vai fechando aqui. Siga a gente no Instagram. Me siga: @rodrigopolesso, @jcsouto e também @ablc.org.br lá no Instagram. Faça parte desse ciclo. Vamos nos retroalimentar de informação positiva e de positividade também. A gente está aqui semana que vem novamente com mais episódios sem falta e eu fico por aqui. Dr. Souto, obrigado. A gente se fala na próxima.

Dr. Souto: Obrigado. Um abraço. Até a próxima.

2019-05-07T07:32:01+00:00maio 7th, 2019|Podcast|0 Comments

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