TRIBO FORTE #142 – PERGUNTAS & RESPOSTAS 8

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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Neste Podcast de perguntas e respostas falamos, entre outras coisas, sobre:

  • Água de coco é boa para emagrecer?
  • E quanto ao feijão?
  • Como entender o que diz nos rótulos;

Escute e passe adiante!!🙂

Saúde é importante!

OBS: O podcast está disponível no iTunes, no Spotify e também no emagrecerdevez.com e triboforte.com.br

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🙂

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Caso de Sucesso do Dia

depo

 

 

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá! Bem-vindo a mais um podcast da Tribo Forte, a sua dose semanal de estilo de vida saudável baseado em evidência e também baseado na nossa opinião, claro! E hoje com o podcast de perguntas e respostas a gente vai ter um mix interessante de perguntas, como a gente sempre costuma ter nesse tipo de episódio. E o pessoal gosta bastante, na verdade. Esse episódio, em particular, tem perguntas bem básicas, eu diria. Muita gente que não está ainda no nosso meio, não acompanha a gente a muito tempo, tem essas perguntas que a gente vê ecoar por aí bastante. E são perguntas básicas sobre tudo que muita gente aqui pode achar como sendo óbvio. Mas acho que é interessante a gente tratar dessas coisas também para tentar atingir mais gente, começando por responder essas perguntas bem mais básicas. Então, beleza! Vamos aquecer aqui. Deixa eu dar as boas-vindas para o dr. Souto para mais esse episódio de perguntas e respostas. Tudo pronto aí?

Dr. Souto: Tudo certo, tudo pronto. Pronto para mais um episódio!

Rodrigo Polesso: Vamos lá! Vamos tentar ajudar esse pessoal que não necessariamente acompanha a gente há muito tempo. Eu fui nas mídias sociais coletar essas perguntas e como eu recebo centenas de perguntas e comentários todos os dias, eu vejo mais ou menos o que se repete. Então, vamos lá! A primeira pergunta vem da Liliane Morais Santos e ela pergunta uma coisa que todo mundo aí já sabe bem, sabe responder. Ela pergunta o seguinte: “Abóboras e batatas entram na low carb?” Vou passar essa para você, dr. Souto. Você nunca deve ter respondido coisas desse jeito, não é?

Dr. Souto: Pois então, aí entramos naquela definição do que é low carb.

Rodrigo Polesso: É, tudo isso!

Dr. Souto: De qual é a necessidade que a pessoa tem de fazer low carb. De qual é a diferença entre low carb e comida de verdade.

Rodrigo Polesso: Isso!

Dr. Souto: Então, bem, o que é low carb? Low carb é baixo carboidrato. Mas baixo quanto? Depende! Depende da necessidade do indivíduo. Essa necessidade pode até ser, até certo ponto, estabelecida pela pessoa, mas muitas vezes vai ser estabelecida pelo profissional da saúde, pelo nutricionista. Então, vamos imaginar dois cenários. Vamos imaginar que a nossa leitora (ou ouvinte) tenha saúde, que ela não tenha nenhuma doença, não tenha síndrome metabólica, não tenha resistência à insulina, não seja diabética. Mais do que isso, que ela seja uma pessoa que está em um peso adequado, que ela pratique algum tipo de atividade física. Ou seja, ela só está buscando saúde. E a minha resposta para ela vai ser que eu não vejo nenhum problema com batata e abóbora neste saco. Por quê? Porque ela não precisa fazer uma dieta very low carb, ela não precisa restringir bastante os carboidratos dela porque ela não está tratando nenhuma doença, ela não está buscando o emagrecimento. Esse seria um cenário. E como a gente caracterizaria low carb nisso? É low carb em relação à dieta da maioria das pessoas. Ela vai estar tirando, porque ela busca saúde, açúcar (que é um negócio que faz mal para todo mundo) e ela vai estar tirando farináceos, pães, croissants, doces, tortas. Então, ao tirar esse monte de farináceos, ao tirar o açúcar, ela pode sim dizer que está fazendo uma dieta low carb. Mas ainda assim, ela pode estar comendo bananas e batatas. Ou seja, é uma dieta low carb moderada. Agora vamos imaginar que a situação é outra. Vamos imaginar que ela está acima do peso e que ela tem resistência à insulina, que ela tem síndrome metabólica. Por exemplo, aumento da circunferência abdominal, glicose acima de 100 e triglicerídeos acima de 150. Então ela tem síndrome metabólica, resistência à insulina e está acima do peso. Bom, se ela reduzir bastante os carboidratos, se ela fizer very low carb, se ela fizer abaixo de 40, abaixo de 30 gramas de carboidrato, provavelmente isso vai facilitar uma perda de peso mais rápida. Isso vai facilitar a redução mais imediata dos níveis de insulina no corpo e, portanto, a reversão mais rápida, mais imediata desses triglicerídeos altos, desse HDL baixo que provavelmente ela tenha. A diminuição dos centímetros de cintura, porque ter a insulina mais baixa favorece a perda de gordura visceral. Então, se ela é uma pessoa que precisa de uma intervenção terapêutica, a batata já complica. Porque olha só, a batata tem 20 gramas de carboidrato em cada 100 gramas de batata. E a pessoa não vai comer só 100 gramas de batata, porque batata é uma delícia. Então, a pessoa vai comer batata, vai comer 300, 400 gramas de batata. E vai passar dessa cota que ela precisaria ter de carboidratos mais baixa para atingir um efeito terapêutico de uma dieta low carb. Abóbora depende. A abobora cabotiá, que a gente chama aqui no Rio Grande do Sul, é aquela abóbora com a casca bem dura, a casca meio verde com manchinhas amarelas e o interior bem laranja. Aquilo lá não tem uma quantidade tão grande de carboidratos como a batata. Se eu me lembro de cabeça, descontando a fibra, é algo como 7 gramas de carboidrato para cada 100 gramas de abóbora. Bem menos do que os 20 gramas da batata. Então, se a pessoa comer uma fatia dessa abóbora ou se ela colocar uns pedacinhos da abóbora em um picadinho de carne, ou se ela fizer um purê e se servir de uma colher de sopa de purê, eu não acho que seja um grande problema. Talvez não fosse o melhor para uma dieta cetogênica. Mas seria adequado para uma dieta low carb, mesmo uma dieta low carb para quem está precisando perder peso. Então, aí essas coisas é onde entra, e facilitar muito, ter um profissional de saúde que está acostumado com low carb, que sabe orientar essas coisas, um nutricionista que já tenha trabalhado com low carb. Então, sim, é possível comer essas coisas em uma dieta low carb, mas depende de quão low carb você precisa que essa dieta seja.

Rodrigo Polesso: Com certeza! Os dois alimentos, inerentemente, não são low carb, porque são basicamente carb. Se você pensar o alimento em si, a abóbora e a batata, e assumindo, eu estou assumindo aqui, especulando que provavelmente ela perguntou isso porque ela precisa perder peso. Então, nesse caso aplica-se o segundo cenário que o dr. Souto falou, que é realmente tentar evitar esse tipo de alimento um pouco mais denso em carboidratos. E porque não pegar um legume ao invés… as folhas ao invés disso, para tentar priorizar a perda de peso. Mas ficou muito legal a explicação, porque acho que se aplica a diversos tipos de pessoas. Agora quem pergunta a próxima é a Talita Nunes. Ela pergunta o seguinte: “Água de coco tem açúcar? Na embalagem diz que não, mas eu estou no platô. Socorooo!” Bom, a água de coco é 95% água, mas o resto são (segundo a informação nutricional) 78% carboidratos, dos quais, açúcares são a grande maioria. E se ela… estou tentando assumir de novo a situação dela, dar a minha pitada aqui. Água de coco não tem açúcar adicionado, normalmente, tem o açúcar que já é da água de coco. E se você substituir a água do dia-a-dia, aquela água normal, H2O por água de coco, você vai estar ingerindo durante o dia inteiro essa pequena quantidade de açúcar que tem na água de coco. Algumas têm mais que outras, algumas águas de coco são mais doces que outras. E se você ficar ingerindo água de coco ao longo do dia como substituto da água normal, isso com certeza, na minha opinião, pode levar você a atingir um platô e se manter lá. Então tem que levar isso em consideração. Eu acho que as pessoas tendem a substituir água normal por outras coisas que tenham mais sabor, que sejam mais interessantes. Que não necessariamente é uma necessidade física. Na verdade, não é. é uma necessidade psicológica da gente de ter esse paladar sendo estimulado ao longo do dia por qualquer líquido. Então, a minha dica seria: volte a apreciar a água. A segunda dica seria: quando você toma uma água saborizada, seja água de coco, etc., que você tenha em mente que existem nutrientes dentro, inclusive açúcares, que podem estar indo contra o seu objetivo. Então, tem muita coisa eu acho, não é, dr. Souto, que a gente pode falar sobre isso. O pessoal vem perguntar: água de coco pode? Então tem aquelas nuances de novo. Pode se você manter em mente que ela contém um pouquinho de açúcar. Pode se é muito melhor que uma Coca-Cola. Mas não, digamos, seria uma boa ideia você substituir a água normal pela água de coco durante todo o dia. O que você pensa?

Dr. Souto: Eu concordo. E veja bem, na pergunta dela está incluindo o problema dos rótulos que induzem ao erro. Isso é uma briga muito grande que a gente vai tentar levar adiante com a Associação Brasileira Low Carb. Quem não conhece, procura lá em ABLC.org.br, no Instagram é o mesmo endereço. É a questão dos rótulos. Porque, claro, o rótulo vai dizer que é sem adição de açúcar. Isso é uma forma inteligente de esconder o fato de que o produto já tem açúcar. Tem açúcar do próprio coco. A água de coco tem cerca de 10 gramas de açúcar para cada copo de água de coco. Ou seja, não é muito diferente do leite. É muito? É pouco? Aí é o que o Rodrigo explicou: depende. Depende do objetivo. Se a pessoa, na realidade, está tomando água de coco e não está tendo problemas, está conseguindo atingir os seus objetivos de composição corporal, acho que está bem. Com certeza é melhor do que tomar um suco de uva, que tem provavelmente o triplo ou mais de açúcar do que a água de coco. Mas a questão do rótulo é assim: vamos pegar um suco de uva. Suco de uva tem por ml, frequentemente mais açúcar do que um refrigerante. É uma das coisas que vai ter mais açúcar que você vai conseguir encontrar. E vai estar escrito ali: natural, integral e zero adição de açúcar. Sim, olha só, é zero adição de açúcar. É a mesma coisa que você pegar na beira da estrada um copo de caldo de cana espremido na hora e escrever ali: integral, natural e zero adição de açúcar. E vai estar certo esse rótulo. Alguém adicionou açúcar? Você pegou o caldo de cana, pegou um açúcar em pó e botou mais umas colherinhas? Não. Então ele é zero adição de açúcar. É que as pessoas leem o zero e não leem o resto. Então, esse rótulo é ilegal? Não. Ele está dentro da lei. Agora, ele é, na minha opinião, indutor ao erro. Por que ele parte do princípio do que? De que as pessoas não vão ler. E uma das formas de fazer isso é mudar o tamanho da letra, da fonte. Bota o zero bem grande e o resto “adição de açúcar” bem pequenininho. Ou, às vezes, é zero com asterisco e tem um asterisquinho bem pequenininho lá no pezinho da embalagem dizendo: adição de açúcar, zero adição de açúcar. Então, sim, ela não tem açúcar adicionado, mas é claro que água de coco tem açúcar. A quantidade está no rótulo, mas é fácil, bota no Google, é em torno de 10 g por cada 200 ml. Então, sim, tomar uma água de coco de vez em quando não vai matar ninguém. Mas não é assim uma coisa zero carboidrato como o nome água sugere. Eu sou um desses que cresci e me criei bebendo coisas doces. Bebendo suco de laranja, suco de uva, bebendo Coca-Cola como se não houvesse amanhã. Então, eu sinto um pouco de falta do gosto, mas hoje em dia eu tomo água com gás porque me dá aquela sensação, aquela coisa sensorial que a Coca-Cola dá (que é o gás). E boto uma rodelinha de limão. Um limão dá várias rodelinhas. Eu tenho um limão que eu deixo na geladeira e cada vez que eu vou lá me servir um copo de água com gás, eu jogo fora aquela rodelinha de limão velha e boto uma nova. É como se eu tivesse cada vez em um restaurante pedindo ao garçom: por favor, uma água com gás, gelo e limão. A gente sempre tem como melhorar. Então essa é zero tudo. Zero calorias, zero carboidratos, mas tem gostinho. Então, para aqueles mimimi, assim que nem eu, que gosta de um gostinho, água com gás e um limãozinho às vezes resolve.

Rodrigo Polesso: Resolve sim! Olha só, agora uma pergunta bem brasileira que eu vou passar para você responder também. Quem perguntou foi a Elaine Coelho. Ela falou: “Mas feijão não é importante porque é rico em ferro? Só para tirar a dúvida. Amei as informações.” Ela provavelmente estava respondendo algum vídeo que eu gravei. Eu não lembro exatamente o que era, mas ela está perguntando, enfim, se feijão é essencial na dieta por causa do ferro. Para a gente tirar essa dúvida para ela. Diga lá!

Dr. Souto: Então olha só, uma das coisas mais ricas em ferro é ferro. Mas ninguém vai propor que a pessoa coma porquinhas, pregos e parafusos.

Rodrigo Polesso: É, não é muito aconselhável.

Dr. Souto: Mas veja bem, aquilo ali é praticamente puro ferro. E por que então não adianta chupar parafuso? É porque o ferro inorgânico é pouco biodisponível. Então, o ferro é muito melhor absorvido da forma que o nosso organismo evoluiu consumindo ferro. E nós, como animais que têm intestino curto, porque nos últimos 2.000.000 de anos passamos a comer muita carne, temos uma capacidade um pouco menor de absorver o ferro porque a gente foi mal-acostumado pela evolução darwiniana a comer o ferro prontinho para nós, que é o da carne. Então, o que eu quero dizer com isso é que existe uma coisa chamada biodisponibilidade. O exemplo do ferro é fato. Eu poderia fazer um ferrinho não é pontudo para a pessoa comer e aquilo ia sair praticamente igual do outro lado. Porque a gente absorve muito pouco esse ferro na forma metálica. Mesmo o ferro na forma de sais, como costuma-se usar como suplemento, o sulfato ferroso, ele é um pouco melhor absorvido, mas ainda assim é muito ruim. O ferro que está presente no feijão existe. Mas a maior parte, a esmagadora maioria do ferro do feijão vai sair nas fezes. Não vai ser absorvido. Porque ele está ligado ao ácido fítico e à outras coisas que tornam difícil a sua absorção. Este é o motivo pelo qual é extremamente comum que pessoas que comem quantidades gigantescas de feijão sejam anêmicas. E eu estou me referindo à quem? Aos vegetarianos. Os vegetarianos são anêmicos mesmo comendo bastante feijão. Por quê? Porque o ferro do feijão é pouco biodisponível. Então, o feijão tem um pouco de ferro, não é muito. E esse pouco ferro, a maior parte sai nas fezes. Se você está preocupado em consumir ferro, se você teve perda de ferro, está tendo que recuperar, se é uma mulher que tem menstruação excessiva, se é alguém que fez uma cirurgia, perdeu sangue e está precisando recuperar, carne vermelha é vermelha pelo ferro. Fígado, aquele que o Rodrigo gosta, tem uma quantidade absurda de ferro. A gente até recomenda que não coma todos os dias, para não absorver ferro demais. Então, a resposta é: sim, feijão tem ferro, mas é uma fonte pobre pela questão da biodisponibilidade, assim como 100% das fontes vegetais de ferro são pobres do ponto de vista de biodisponibilidade. Então, é muito comum que a pessoa que faça uma dieta vegetariana tenha que suplementar para reverter quadros de anemia, que seriam facilmente revertidos com uma carninha, não é?

Rodrigo Polesso: Com certeza! Facilmente e bem saborosamente. E outro ponto a respeito do feijão… acho que foi isso que eu falei. Acho que eu estava falando das melhores fontes de proteína e das piores. E consequentemente, umas das piores fontes de proteína, que o pessoal acha que é boa, é soja e feijão. E também por essa questão dos antinutrientes. Não adianta ter lá dentro proteína, se o teu corpo não consegue absorver. Porque o feijão, adivinha, não quer ser comido por você. Tanta gente tem problemas de gases, problemas de indigestão com o feijão, muitos nutrientes (como o próprio ferro, como o dr. Souto acabou de falar) não são absorvidos pelo corpo, porque o feijão tem um sistema de proteção. Ele não quer que você se nutra, se dê bem comendo ele. E a proteína dele é a mesma coisa. Você não consegue absorver tudo o que tem lá dentro e tudo que tem lá dentro também não é tão bom assim, não é considerado uma fonte completa de proteínas.

Dr. Souto: Eu diria assim… vamos contextualizar. Povo brasileiro, eu não estou falando de pessoas que queiram perder peso. Eu estou falando assim: digamos que eu sou o ministro da saúde e eu quero fazer uma recomendação geral para o povo em geral, não uma recomendação. Eu diria que o feijão pode fazer parte de uma dieta normal, saudável. Feijão com arroz, uma carne, uma salada, um frango, uma fruta. Eu não vejo nenhum problema. Tudo isso é comida de verdade e a gente não está aqui dizendo que feijão é ruim e faz mal. Nós estamos só querendo acabar com esse mito, que é um mito total com M bem maiúsculo, que o feijão é essencial por causa do ferro. O ferro da sua dieta está na carne. Ok? O feijão é uma versão ruim, do ponto de vista nutricional, melhor que nada quando se fala em fonte de ferro para aquelas pessoas que por algum motivo não estão tendo acesso à formas mais biodisponíveis de ferro, como as formas animais. Então, se você é um vegetariano, aí sim, você vai ter que consumir alguma coisa com proteína e alguma coisa com ferro. E, melhor do que nada, entram as leguminosas. Aí sim, feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, essas coisas. Mas assim, a ideia de que se você não comer feijão vai faltar ferro é bizarra e tem que ser desfeita e falada que a fonte de ferro principal da dieta de pessoas que comem uma dieta normal (e por normal aqui eu digo não vegetariana) é a carne. Quem come carne não precisa ter nenhuma preocupação com ferro. Pelo contrário, quem come carne é bom doar sangue de vez em quando para não deixar a ferritina meio alta. Carne tem mais ferro do que você precisa. Você pode comer a sua carninha, doar sangue umas quatro vezes por ano, que é bom para toda a comunidade, as pessoas agradecem, os bancos de sangue estão sempre precisando de sangue. Aproveita que você come uma dieta rica em nutrientes, como uma dieta forte, low carb, que está sobrando e dá para doar para os outros.

Rodrigo Polesso: Esse foi um bom ponto. É tão forte que dá para doar para os outros. No final do ano tem aquela cantiga de ano novo: saúde para dar e vender. Tá aí! Se você faz alimentação forte você pode doar, não precisa vender, não.

Dr. Souto: Olha só! E aproveitando o assunto, beterraba pode ter uma cor que lembra o sangue da carne vermelha, mas beterraba não é uma boa fonte de ferro. Só para deixar claro.

Rodrigo Polesso: É interessante o que você falou, porque muitos desses hambúrgueres vegetarianos usam beterraba ou suco de beterraba para dar essa cor vermelha para emular a sensação da carne. Enfim… Vamos lá! Tem mais uma pergunta aqui, que eu já vi várias vezes também. Mas antes, deixa eu dar o caso de sucesso de hoje. Deixa eu dar os parabéns porque é bem notório. Olha só! Quem mandou foi o Francisco Cruz, ele diz: “Hoje eu finalizo os 30 dias do desafio totalmente satisfeito. Eu concordo que perdemos muitos líquidos, mas ver a balança abaixar 12,9 kg em um mês é uma satisfação imensa!” Pô, 12,9 kg é muita coisa! Eu já vi… O próprio Cláudio tinha falado para mim que perdeu ainda mais que isso, mas é difícil a gente ver uma mudança tão grande. Quando você tira os obstáculos do corpo, o corpo consegue fazer milagres com novos hábitos alimentares. Isso em 30 dias, só com o programa Código Emagrecer de Vez.

Dr. Souto: Tem alguns casos que são muito impressionantes!

Rodrigo Polesso: É até difícil de acreditar! Perder 18 quilos em 30 dias!

Dr. Souto: A gente acredita porque a gente vê e as pessoas nos mostram as fotos. É um negócio incrível!

Rodrigo Polesso: Sensacional! Isso sem contar todas as melhoras que vem com o peso, que eu costumo dizer que é a ponta do iceberg só, não é todo iceberg. Enfim, e como sempre eu sugiro para você entrar em CódigoEmagrecerDeVez.com.br, porque está lá passo a passo, semana a semana, como você aplicar toda essa ciência que a gente fala aqui de forma pragmática, no dia-a-dia de forma simples. Então, beleza! A próxima pergunta vem da Dellavega Santos e essa pergunta eu já vi várias vezes. A pergunta é: “Pipoca faz bem na dieta?” Diga lá, doutor!

Dr. Souto: Eu não sei porque essa pergunta ocorre. Tem coisas que eu entendo… A pessoas se confundir com a beterraba e o ferro, porque afinal, carne vermelha tem ferro e é vermelha, a beterraba é vermelha. Agora, pipoca? Pipoca deveria ser um negócio… Se eu perguntar para dez pessoas na rua se churros faz bem para a saúde, se ajuda a emagrecer, eu acho que as dez vão responder que não.

Rodrigo Polesso: É óbvio, não é?

Dr. Souto: Mas para mim a resposta da pipoca é tão óbvia quando essa.

Rodrigo Polesso: Mas aparentemente não. Impressionante.

Dr. Souto: Pessoal, aquela coisa durinha que tem ao redor do milho é a celulose, é a mesma coisa que a madeira. Aí a gente aquece, aquece, aquece e daqui a pouco o troço explode e vira uma bolota branca. O que é a coisa branca? O que é branco na dieta? É amido!

Rodrigo Polesso: Amido puro!

Dr. Souto: O que é a maisena? É amido de milho. O que é farinha de milho? É basicamente amido. Por que a gente pode fazer álcool a partir de milho? Os americanos fazem álcool, combustível, com milho. A gente faz álcool com o que, pessoal? Álcool não é feito de açúcar e de amido? É amido! É puro amido! É a mesma coisa que comer maisena! Então, assim, eu gostei do exemplo, se você pega pipoca e mói, faz uma farinha bem fininha de pipoca. Sabe qual é o nome disso? É maisena. É amido! Eu realmente não sei de onde saiu essa ideia bizarra, mas ela circula na internet. é como um desses memes de 2012, que voltam como se tivessem acontecido ontem. Tipo, esses dias veio um para mim assim: atenção, estão matando cristãos não sei em que lugar da Índia… monges budistas estão matando cristãos. Aí eu botei no Google e, como sempre, era fake news. E é uma fake news de muitos anos atrás, mas elas sempre voltam. E é isso, alguém inventou um dia que pipoca é amido resistente.

Rodrigo Polesso: Meu Deus do céu! Isso eu não tinha ouvido ainda!

Dr. Souto: E isso volta. Isso pinta volta e meia lá no blog. Nem sei o que dizer.

Rodrigo Polesso: E é interessante, porque ela é totalmente desprovida de nutrientes. Se você for pensar nas coisas que a gente mais fala aqui, é o segundo pilar do estilo de vida da alimentação forte, é você focar em alimentos nutritivos. A pipoca é maisena. É você comer um negócio branco, que não tem nada dentro. Um negócio que a gente come no cinema e o pessoal, para piorar, põe o que eles chamam de “manteiga”. Que é um óleo, seu lá, o que diabo que é aquilo, em cima da pipoca.

Dr. Souto: Eu te digo o que é aquilo. É gordura trans. É uma das maiores fontes que persiste na dieta de gordura trans, a pipoca de micro-ondas e essa pipoca “sabor manteiga” do cinema, que é gordura trans. Então, você pega algo que não tem nutriente nenhum, que é puro amido e agrega uma gordurinha trans e um sal. Sim, eu sei que gordura trans é gostosa. Biscoito recheado tem o seu sabor. Mas não vem perguntar se faz bem! Isso é basicamente, se a gente respondesse que faz bem, você ia acreditar na próxima fake news que viesse pelo WhatsApp. Quando você pergunta se pipoca faz bem, eu acho que você já sabe qual é a resposta, você só está com a esperança de ouvir uma fake news para poder acreditar.

Rodrigo Polesso: É tipo: alguém me dê uma desculpa para eu poder comer essa pipoca sem tanta dor na consciência. Porque eu acho que o pessoal quer que seja bom.

Dr. Souto: Eu estou comendo lanche do cinema, mas eu quero que o Polesso e o Souto digam que faz bem.

Rodrigo Polesso: Eu fiz um vídeo de como vencer, acho que, o vício dos doces e tem vários comentários. Um deles, que eu lembro agora, a pessoa respondeu: “Estou vendo o vídeo e comendo bolo de pote.” E aquele smiley chorando.

Dr. Souto: Pelo menos a pessoa não está enganada. Come bolo de pote sabendo o que está fazendo.

Rodrigo Polesso: É isso aí! Acho que é isso por hoje. Esse bate bola rápido com as perguntas. Ficou claro o take away aqui do podcast, que pipoca não faz bem na dieta? Coma como snack. Você sabe que não está ajudando o corpo, está ajudando a mente naquele momento especial e tudo bem. Ele pode fazer parte até do estilo de vida low carb como uma coisa esporádica que você faz, de preferência com gordura saturada e sem gordura trans. Sem gordura trans!

Dr. Souto: Eu vou dar uma dica aí para vocês, que de repente facilita. Se a pessoa não está com… porque se está como celular, ela pode entrar no Google e descobrir em 15 segundos ao invés de esperar 3 meses para a gente responder no podcast. Mas, na dúvida, é amido ou não é amido? É bem simples, pessoal. A origem da coisa é vegetal? Se a resposta for sim, ela é branca? Se a resposta for sim, parta do princípio que é amido ou açúcar. Ou seja, com exceção talvez de couve-flor e alguma outra coisa que eu esteja me esquecendo, vegetal branco deve ser branco pelo tanto de amido que tem. Bom, se é um pó branco é ou açúcar, ou amido, ou maltodextrina (que é a mesma coisa que amido), ou sei lá, é cocaína, crack… Pós brancos, normalmente, são coisas que você não deveria estar consumindo. Tá, tem o xilitol e o eritritol que dá, mas eu quero dizer o seguinte… Por exemplo, olha para uma pipoca. Pipoca é animal ou vegetal? É vegetal. Qual é a cor? É branco. Cara, então é amido. Até que provem o contrário, até que você olhe no Google e descubra que couve-flor é basicamente fibra, é amido, simples. E não precisa ser totalmente branco. Por exemplo, a batata doce por dentro não é branca, tem aquela cor de batata. Mas, sim, é amido também.

Rodrigo Polesso: Você falou e eu lembrei… Já que a gente está se divertindo no final do podcast… Você falou: a pipoca é animal ou vegetal? E você disse que é óbvio que é vegetal. Aí eu pendei: deve ter algumas pessoas que acreditam que é animal. Porque eu mencionei em um vídeo, falei: “Ahh, acreditar nisso, uma coisa bem óbvia, tipo açúcar aumenta a glicemia. Falar que isso não acontece é igual continuar acreditando que a Terra é plana.” E eu falei isso rápido no meio do vídeo. E mais de duas pessoas comentaram que eu não sabia o que estava falando, eu ainda mais, por prezar por evidências científicas, estava falando, debochando que a Terra não é plana e eu que deveria trazer evidências de que a Terra é um globo, na verdade. Então, o que eu vou falar, não é?

Dr. Souto: Chega a um ponto em que o ideal é dizer: olha, vai seguir outro…

Rodrigo Polesso: Vou falar o que?

Dr. Souto: Tem coisas que não vale a pena discutir, não é?

Rodrigo Polesso: Eles fizeram essa pergunta para o Elon Musk, da Tesla. Perguntaram o que ele achava do movimento da Terra plana. A resposta dele foi dar risada? Ele falou: “O que eu vou falar? Se a pessoa está feliz, tudo bem.” Então, é isso. Se está feliz, tudo bem! É isso que importa. O importante é ser feliz nessa vida. Então é isso, dr. Souto! Fechamos assim o bate papo aqui, mais descontraído. E espero que você tenha curtido. Entre aí em TriboForte.com.br e veja como você pode fazer parte e ter acesso a muita coisa boa para te ajudar no teu estilo de vida saudável. E se a tua prioridade é emagrecer, conte com o Código Emagrecer. É CódigoEmagrecerDeVez.com.br. Para seguir a gente no Instagram é @rodrigopolesso e @jcsouto. E a gente se fala no próximo podcast. Um grande abraço para todo mundo! Dr. Souto, até mais!

Dr. Souto: Abraço a todos! Até mais!

2018-11-27T07:51:46+00:00novembro 27th, 2018|Podcast|0 Comments

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