TRIBO FORTE #138 – PROBIÓTICOS, DIABETES E CETICISMO

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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Neste podcast falaremos, entre outras coisas, sobre:

  • Diabetes,
  • Probióticos,
  • Ceticismo,

Escute e passe adiante!!🙂

Saúde é importante!

OBS: O podcast está disponível no iTunes, no Spotify e também no emagrecerdevez.com e triboforte.com.br

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🙂

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Caso de Sucesso do Dia

Rafael

 

 

Referências

Publicação na ADA Sobre Diabetes

Matéria no Medscape Sobre Probióticos

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá, olá! Bem-vindo a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte, você já sabe, a sua dose semanal de saúde, estilo de vida saudável, tudo baseado em evidência. A gente está aqui para mais um episódio interessante, para te passar informação que pode realmente te ajudar a viver o melhor estilo de vida, uma vida mais saudável, enfim, sem balelas, com coisas práticas e nosso humor fatídico de sempre. Deixa eu dar as boas-vindas ao dr. Souto em mais um episódio. Tudo bem, dr. Souto? Bem-vindo ao episódio de número 138.

Dr. Souto: Cento e trinta e oito! Tudo bom, Rodrigo? Boa tarde aos ouvintes!

Rodrigo Polesso: Boa tarde a todo mundo! Olha só, pessoal, tem umas coisas interessantes para a gente falar nesse episódio. Vira e mexe a gente descobre coisas que a gente aceita como verdade, e na verdade são abaladas, tem os seus fundamentos abalados. Talvez hoje a gente coloque mais uma pulga atrás da orelha sobre um assunto que esteve em voga, em moda nos últimos recentes anos. Mas você já vai entender mais sobre isso. Antes, para começar eu tenho uma grande notícia, agora oficial sobre o tratamento de diabetes tipo 2 e low carb. Tem a ver com isso. A gente mencionou rapidamente no podcast passado e hoje vou contar um pouco mais para vocês sobre isso. Tem uma pergunta da comunidade para a gente aquecer. Já vamos começar por ela. E será que todo o burburinho sobre probióticos precisa talvez de um balde de água fria de realidade? Isso é um assunto bacana e quente! Antes da gente começar com uma pergunta da comunidade, deixa eu só fazer um parêntese e agradecer a todos os 560 mil seguidores do Youtube do canal Emagrecer de Vez. Obrigado a todo mundo! É difícil a gente ver canais no Youtube que não são de entretenimento, canais sérios de informação crescendo. E eu agradeço a todo mundo, a cada um de vocês pelo apoio! Se você não segue lá ainda, é só procurar Emagrecer de Vez no Youtube, ou Rodrigo Polesso, eu compartilho semanalmente informações poderosas sobre emagrecimento, estilo de vida saudável com base em evidência e com uma pitadinha de humor (porque ninguém é de ferro). Então é o canal Emagrecer de Vez e obrigado a todo mundo que está seguindo e está fazendo esse canal crescer. Vamos lá! Pergunta da comunidade para a gente aquecer aqui, dr. Souto. Quem pergunta é a Severina Nascimento, ela pergunta… na verdade é uma pergunta, uma frase… mais ou menos. “Quem não come carboidrato há muito tempo e a barriga continua inchada.” Ela falou só isso e eu escolhi isso pelo seguinte: eu queria primeiro definir para começar a responder, eu vou dar a minha pitada aqui depois. Dr. Souto, você pode complementar. Mas definir a questão do carboidrato. Ela falou: quem não come carboidrato há muito tempo e a barriga continua inchada, qual é o problema? Eu gosto de definir carboidratos. Vamos lá: batata, mandioca, arroz, massa, açúcar, grãos no geral, farinhas no geral, mel, frutas, legumes, beterraba, cenoura, folhas, saladas, fibras são também carboidratos (apesar de não serem absorvidas pelo corpo). A gente percebe que carboidrato é muita coisa. Tudo isso é carboidrato. Então, salvo ocasiões mais raras, situações de exceção, dizer que você não come carboidratos tende a não condizer com a realidade, com o que realmente está acontecendo (quando ela fala que não come carboidratos). Inchaço é sinal de alguma coisa que não está sendo muito bem digerida pelo corpo ou que não está sendo bem absolvida pelo intestino. Se você tem o intestino irritado, por exemplo, fibras no geral (até fibras, carboidratos que não são nutritivos) podem causar problemas na digestão e gases também. Se o seu ácido estomacal, por exemplo, não estiver de acordo, a gente sabe também que qualquer alimento pode gerar inchaço no próprio estômago, uma vez que as bactérias já começam a fermentar dentro do próprio estômago antes desse alimento ser esvaziado para o intestino. Além disso, há alimentos que geram gases na digestão em qualquer pessoa. Por exemplo, o excesso de cerejas frescas, como eu já descobri recentemente pode provocar gases mesmo em uma pessoa que tem o funcionamento normal. Então, tem muitas coisas a serem investigadas antes da gente concluir o problema. Um profissional competente sempre deve ser consultado para te ajudar. O que eu não gosto de ver são comentários categóricos como: eu não como carboidratos; ou: eu só como x e y. Porque isso tende a não ser verdade. Então, ela falou que não come carboidrato há muito tempo, é difícil saber o que isso quer dizer de verdade, mas ela reclama que a barriga dela continua inchada e eu levantei essas possibilidades que podem acontecer, que poderiam ser solucionadas com o acompanhamento de uma pessoa competente. Mas não sei, dr. Souto, se você teria alguma pitada adicional de conhecimento para tentar ajudar a nossa ouvinte Severina.

Dr. Souto: Então, Rodrigo, o que você falou é real, é fato. E, lógico, inchado é um termo muito genérico. Eu posso ter motivos de aumento do abdômen, que não tem nada que ver nem com gordura e nem com gases. E assim, claro, a brincadeira seria dizer que gravidez é um deles. Mas claro, não é o caso aqui, eu imagino. Mas vamos, por exemplo, pegar algumas situações: paciente que esteja com uma verminose, por exemplo. Ou com protozoários, ou alguma coisa dessas no seu intestino que um exame de fezes pode mostrar. Um paciente que tenha ascite, que esteja coletando líquido dentro da cavidade abdominal, que pode acontecer em situações como cirrose, em situações como em determinados tipos de câncer, nos quais a pessoa possa ter implante no seu peritônio. Eu não estou dizendo isso para assustar a Severina. É que a gente não vai conseguir realizar o diagnóstico dela pela internet e nem pode. Nós estamos falando para os nossos milhares e milhares de ouvintes entenderem que barrigas podem inchar por vários motivos. Quando… aquilo que a gente aprende na escola, aquela doença que é uma verminose, que se chama barriga d’água. A barriguinha da criança fica inchada por líquido, mas isso é porque tem um determinado verme que se aloja no fígado e provoca essas alterações. Então, realmente é muito genérico. Agora, claro, chega para um médico uma paciente e diz assim: eu estou sempre com a minha barriga inchada, claro que a primeira hipótese provisória que nós vamos fazer é que seja gases. E aí, vamos entender: o que produz gases no intestino? É tudo aquilo que fermenta. Então, quem faz picles em casa, sabe que coloca as coisas dentro do potinho, fecha e o que acontece depois? Não estufa o potinho, a tampa? E quando abre faz um barulho. Aquilo é o gás que formou pela fermentação. Pois bem, gases, esses que a gente elimina são formados pela fermentação dentro do abdômen. E, Rodrigo, o que fermenta? Carboidratos, incluindo fibras. Então, fibras não são digeríveis por nós, mas são digeríveis pela nossa flora intestinal que vai fermentar essas fibras, produzir alguns nutrientes interessantes para o nosso intestino. Mas, se a pessoa tem um problema de proliferação excessiva de bactérias, às vezes até no seu intestino delgado; ou se a pessoa tem algum tipo de disbiose; ou mesmo alguma intolerância. Vamos dar um exemplo de uma coisa que não é vegetal, mas tem carboidrato e pode dar esse problema: lactose, leite. Então, a pessoa pode ter uma intolerância a lactose, ela está fazendo low carb, ela está evitando os carboidratos, mas se ela tem uma intolerância severa a lactose, mesmo pequenas quantidades de lactose (como vai ter ali no creme de leite, no queijo) podem ser suficientes. Mas mesmo a lactose também é um carboidrato. Então, às vezes uma coisa que os profissionais de saúde têm utilizado hoje em dia para tentar descobrir esse tipo de coisa, é fazer uma dieta de eliminação. E a dieta de eliminação mais radical que existe é o carnivorismo. Então a pessoa vai consumir só os vários tipos de carne e ovos. Digamos que esse inchado desapareça. Aí a pessoa pode começar a reintroduzir uma por uma das coisas para descobrir qual é o problema. Daqui a pouco ela descobre que são os laticínios. Daqui a pouco ela pode descobrir, por exemplo, que é aquilo que em inglês chamam de night shades, que são as solanáceas. Tem pessoas que com pimentão, tomate, pimenta, pepino podem ter alterações. Então, vai saber? Tem intolerâncias que são muito específicas e aí entra a função do profissional de saúde, do nutricionista, em ajudar a nossa leitora a descobrir o que é. Mas eu concordo, Rodrigo, a primeira hipótese, a pessoa passou pela porta, o que eu vou pensar? Ela está falando de gases, vou pensar em fermentação, em alimentos fermentáveis. Mas, lembrando, a barriga pode estar inchada pela pessoa ter outras doenças. Eu citei algumas que às vezes podem provocar acúmulo de líquido no abdômen. Tem até doenças autoimunes mais graves que podem pôr uma serosite, uma inflamação do peritônio provocada por autoimunidade para coletar líquido na barriga e parecer com a barriga inchada.

Rodrigo Polesso: Sim, podem ser muitas coisas! Mas antes de partir para esses casos mais extremos, talvez a pessoa queira dar uma atenção ao que a gente acha que pode ser mais comum, como uma intolerância a alguma comida comum do dia-a-dia, como, por exemplo, a lactose, o queijo, o iogurte. Ou outro alimento que você esteja reagindo, como, por exemplo, amendoim. Se eu comer amendoim eu sei que eu não vou me sentir muito bem. Então, tem gente que pode fazer uma eliminação, começar do mais restrito possível e começar a aumentar. Pode ser uma boa experiência também. Legal! Acho que o pessoal vai boa utilidade disso aí. Mas vamos começar com o primeiro tópico, dr. Souto? Que é o que a gente mencionou no podcast passado. E é uma boa notícia. Foi publicado recentemente um novo consenso conjunto da Associação Americana do Diabetes e também da Associação Europeia para estudo do Diabetes, onde uma intervenção low carb, baixa em carboidratos, pela primeira vez aparece oficialmente como uma intervenção aceita de estilo de vida, válida no tratamento do diabetes tipo 2. E ainda, sem efeitos colaterais. Na publicação eles falaram isso claramente, porém, não com a força que deveriam (na minha opinião). Ao apontar exemplos que a dieta mediterrânea ainda promove os maiores resultados, enfim, eles continuam… Mas estão revertendo a opinião e isso é bem legal. Será que isso significa que agora os profissionais de saúde que estão ajudando diabéticos, como nutricionistas, nutrólogos e médicos poderão recomendar sem grandes medos de olhares estranhos das suas associações sobre uma estratégia low carb como boa alternativa? Porque até agora não era bem esse o caso. O que você acha disso aí? O que você acha da significância dessa nova posição oficial dessas associações de diabetes?

Dr. Souto: Bom, primeiramente, sem querer minimizar a importância (porque eu acho importantíssimo esse passo, esse reconhecimento), mas vamos deixar claro que a gente nunca precisou do amém de nenhuma dessas instituições para defender a boa ciência.

Rodrigo Polesso: Com certeza!

Dr. Souto: Então, o que importa são os ensaios clínicos randomizados, a evidência mostrando que a estratégia funciona e o profissional de saúde deve se guiar utilizando a melhor evidência científica para oferecer aquilo que ele acredita que vai ser melhor para o seu paciente. Então nós não precisamos desse amém dessas instituições. Agora, é evidente que esse amém gigante da Associação Americana de Diabetes e da Associação Europeia para o Estudo de Diabetes muda um pouco o equilíbrio de forças nisso aí. Por que o que nós tínhamos? Nós tínhamos uma quantidade avassaladora de evidências científicas dizendo que low carb é boa para o diabetes e um estranho silêncio dessas entidades, no sentido de às vezes reservar um parágrafo para comentar algo vago, tipo: a quantidade específica de carboidratos para o diabetes que funciona melhor não foi ainda estabelecida. Então, num documento de, sei lá, 40 páginas, tem uma frase falando sobre carboidratos de uma forma vaga. Agora a coisa foi incluída, repito: não com o destaque que deveria. Na minha opinião, baseada na evidência atual que existe publicada, esse documento deveria dizer o seguinte: low carb deve ser a primeira estratégia, a estratégia default, a estratégia inicial no tratamento do diabetes tipo 2. Aqueles pacientes que não colocarem a sua doença em remissão apenas com low carb, eles podem então começar a tentar coisas alternativas, agregar medicamentos. Quer dizer, essa é (na minha opinião) aquilo que deveria se derivar do estado atual da literatura científica. Mas, está bem, a gente não pode exigir tanto de gente que até pouco tempo atrás estava dizendo que isso era só uma dieta da moda. Então, o simples fato de estar constando lá como uma das alternativas válidas e, como você bem salientou, Rodrigo, na mesma tabelinha aparece escrito como justificativa para o seu uso o fato de que é isenta de efeitos colaterais. Ou seja, nesse quadrinho basicamente está encapsulado que essas coisas de que você vai entrar em cetoacidose, você vai perder os rins, vai explodir o fígado, vai perder a massa muscular… Entendeu? Isso são efeitos colaterais obviamente fictícios, fantasiosos, mas é o que os profissionais mal informados dizem. No entanto, está lá no consenso conjunto das duas maiores associações mundiais, que não apenas é uma estratégia válida, como é uma estratégia considerada segura. Como eu disse, eu não precisava desse consenso para saber que era segura, porque eu sei ler a literatura científica. Eu, quando eu digo, qualquer profissional que quiser abrir o PubMed e colocar low carbohydrate diet e coloca o filtro clinical trials, vai saber isso que eu estou dizendo. Não precisa ser o gênio da lâmpada para ver isso. Mas, ter isso aí significa que agora quem disser que é uma dieta da moda, sinto muito, acho que vai ter que morder a língua. Porque quem diz que low carb é uma dieta da moda são pessoas que respeitam as diretrizes. Pois bem, agora está nas diretrizes. E aí? E agora, José?

Rodrigo Polesso: Eu acho que seria um bom mundo um mundo onde as pessoas possam ir direto nas evidências e poderem ter a sua prática médica com tranquilidade. A gente sabe que nutricionistas, principalmente, que acabam usando a estratégia low carb para pacientes que estão com diabetes, acabam sofrendo uma opressão, até problemas legais das próprias associações por low carb ainda ter todos esses mitos (apesar das evidências). Só que agora, com esse posicionamento oficial, que eu não sei quando a Associação Brasileira de Diabetes vai herdar isso aí, pode facilitar bastante a prática desses profissionais.

Dr. Souto: É, e se a Associação Brasileira não mudar a sua postura, nós estamos a poucos dias de lançar o website e a possibilidade de associação das pessoas à Associação Brasileira Low Carb. E a Associação Brasileira de Low carb vai através dos profissionais endocrinologistas que irão compor essa associação, redigir as suas próprias diretrizes baseadas em evidências. Então, eu penso que as outras associações brasileiras vão ter que se atualizar em termos da literatura, ou elas vão ficar relegadas a irrelevância.

Rodrigo Polesso: Exatamente! Então, antes da gente partir para o próximo assunto, que é um assunto um tanto quanto interessante, meio polêmico também, sobre probióticos, que tudo o que a gente tem escutado por aí não é bem verdade… O que as evidências estão dizendo? Vamos ver logo em seguida. Antes, um break rápido, uma notícia boa. O Rafael mandou aqui pra gente o caso de sucesso dele, com fotos bem legais do antes e depois. Ele perdeu 20 kg e mais de 25 cm de barriga. Ele falou que ganhou massa muscular e é uma outra pessoa. Ele está completando agora um ano dentro do programa Código Emagrecer de Vez com esses resultados fantásticos. Ele publicou essas fotos dentro do fórum do pessoal que segue o programa. Então é um orgulho, é um prazer trazer à tona o caso de sucesso dele e dar meus parabéns para o Rafael. Menos 20 kg com o programa Código Emagrecer de Vez. Se você tem interesse em seguir isso aí, seguir aplicado semana a semana, com tudo o que precisa fazer para chegar à sua melhor forma física é só entrar em CódigoEmagrecerDeVez.com.br.

Dr. Souto: Mas, Rodrigo, um detalhe: o programa Bem-Estar falou que se perde massa muscular e não se perde gordura com esse tipo de alimentação.

Rodrigo Polesso: É, eu não vi o antes e depois do Bem-Estar, não!

Dr. Souto: Pessoal, para quem não nos escutou no podcast passado, tinha uma série de previsões sobre o que ia ser dito na TV. Nem era nesse programa, era em outro programa que deu no domingo. E por casualidade, na segunda-feira subsequente, no dia seguinte, seu o programa esse que nos referimos. E ambos falaram as mesmas coisas não baseadas em evidências, reiteraram os mesmos mitos que já foram desmentidos pela literatura científica. E nós abordamos eles no último podcast. E um dos mitos era este, que se perde massa muscular. Está aí o exemplo do nosso ouvinte, mostrando que perdeu gordura e ganhou massa muscular. Porque massa muscular tem a ver com exercício e proteína. Uma restrição de carboidratos favorece a perda de gordura. Então são coisas distintas. Se a pessoa quer preservar e ganhar massa muscular, isso não se faz com dieta, isso se faz comendo proteína, mas com exercício resistido, musculação e esse tipo de coisa.

Rodrigo Polesso: Exato! Eu também passei a estar na melhor forma da minha vida a partir do momento que eu passei a limitar carboidratos com pouco valor nutritivo e aumentar a densidade nutricional da dieta alimentar. Deixa eles continuarem com os mitos e a gente vai obtendo resultados enquanto eles continuam patinando com essas besteiras. Mas olha só, vamos lá! Será que toda animação e recomendação de uso geral de probióticos não tem lá tanto fundamento sólido assim em evidência? Eu particularmente comecei a ver discussões sobre microbiota intestinal em todas as referências que eu estava indo nos Estados Unidos. Todo mundo achava que isso era a boa da hora e poderia ser a solução para incontáveis problemas. Agora com novos ensaios clínicos randomizados saindo do forno, nós estamos vendo que a verdade sobre o uso geral de probióticos pode ser bem diferente do que se tem esperado. A exemplo, para vocês ficarem todos na mesma página, dois ensaios clínicos randomizados mais recentes trazem esse balde de água fria. E aqui eu vou resumir alguns dos pontos que eles mostraram. Tem um artigo aqui que a gente vai linkar, no Medscape, que está meio que resumindo os resultados desses dois ensaios clínicos. Mas eu vou ler para vocês os principais pontos, as conclusões desses dois ensaios clínicos randomizados. O primeiro: os exames de fezes que são feitos para fins de analisar o efeito de probióticos tendem a não mostrar a real verdade sobre o que está acontecendo na microbiota e na saúde geral das pessoas. O intestino de muita gente resiste à colonização de probióticos e a colonização em si pode acontecer também de forma diferente em diferentes partes do intestino. Então não é tão simples quanto as pessoas acham que é. Probióticos também quando administrados depois de antibióticos, como muitos fazem hoje em dia, podem (esse eu fiquei até de boca aberta) retardar o reestabelecimento natural da microbiota. Incrível, não é? E o modelo de camundongos para se estudar esse tipo de coisa… estudos feitos em camundongos não podem ser extrapolados muito bem para humanos nesse sentido, porque somos bastante diferentes, e no caso de probióticos observaram também comportamentos diferentes dessas ações no organismo. Várias coisas bastante grandes. Eles dizem que os probióticos podem ser inúteis em muitas pessoas, ou podem ser até danosos em algumas pessoas. Então não é aquele mar de rosas que as pessoas haviam achado ultimamente, que probióticos são a solução para tudo. Inclusive essa questão de antibióticos. Se a gente for pensar que muita gente tem tomado probióticos depois de antibióticos na esperança de poder recolonizar rapidamente, mas parece que o corpo sabe como fazer isso naturalmente. E a inclusão, a ingestão de probióticos estrangeiros, digamos assim, por forma de suplemento pode até retardar o reestabelecimento da flora natural do organismo. Então, digamos que é um balde de água fria nessa excitação toda que ultimamente tem acontecido a respeito de probióticos. O que você tem a dizer sobre esse assunto, dr. Souto?

Dr. Souto: Ahh, tenho bastante coisa a dizer. A primeira é que eu acho que isso deve servir como um exemplo geral, genérico para o pensamento crítico. Eu vou traçar uma analogia com outras coisas que a gente sempre fala aqui. O que a gente diz? Não adianta a gente se apaixonar por um determinado modelo teórico. Por exemplo, nós poderíamos acreditar que comer ovos é uma ciosa ruim, porque o ovo contém muito colesterol, este colesterol vai aumentar o colesterol no sangue, que por sua vez vai causar doença cardíaca. Toda essa teoria não é um absurdo, ela faz sentido. Só que ela não é real. Nem o colesterol do alimento eleva significativamente o colesterol do sangue, nem o colesterol do sangue elevado por alimentos está provado que tenha qualquer influência em doença cardiovascular. Então, vamos dizer, o fato de que eu faça um raciocínio: se eu consumir antibióticos, antibióticos vão matar muitas bactérias da minha flora intestinal. Então se eu consumir probióticos eu vou facilitar a reposição dessas bactérias que foram mortas. É uma coisa que faz sentido. Mas, veja bem, a gente tem que ter o mesmo ceticismo para tudo. Uma coisa que é só uma hipótese não pode gerar condutas. Esse foi o grande erro. Era a ideia assim… por exemplo: a gordura tem 9 calorias por grama, o carboidrato tem 4 calorias por grama, se eu quero emagrecer eu devo comer carboidrato e evitar gordura. O resultado foi um desastre, porque o carboidrato tem outros efeitos hormonais no corpo, aumenta a insulina, o carboidrato não inibe o apetite da mesma forma que a gordura e a proteína inibem, então gordura e proteína dão mais saciedade. Qual é a forma certa de fazer? Eu estou perguntando, mas vou dizer. Vamos pegar esse exemplo: eu quero saber se eu devo restringir carboidratos na dieta ou devo restringir gordura na dieta para ver o que facilita mais a perda de peso. Eu faço as teorias que eu quiser, mas eu só vou saber se eu pegar 200 pessoas, por exemplo, sortear 100 para um grupo, 100 para o outro e fizer um experimento. Isso se chama ensaio clínico randomizado. Por quê? Porque a gente nunca sabe quais as variáveis que vão ser realmente importantes, só quando a gente testa na prática. Ninguém desenvolveu um automóvel só nas pranchetas dos engenheiros e esse automóvel foi produzido e saiu sendo vendido. Isso não é assim que funciona. Cada ideia que os engenheiros têm vira um experimento, que é primeiro feito um modelo em escala, depois é feito grande, depois é testado nas pistas e aí cada vez o pessoal vai vendo problemas que não imaginaram, coisas que não tinham pensado. E assim vai havendo um feedback e correções. Vamos para o caso específico do probiótico. O que acontece? Agora está se vendo que muitas vezes essas bactérias dos probióticos não colonizam o intestino. Porque não adianta essas bactérias que a gente consome na forma de probióticos serem excretadas nas fezes, tendo passado reto pelo intestino e não tendo colonizado esse intestino. Porque a nossa flora intestinal coloniza o nosso intestino. E aí, o que o pessoal fazia? Dava o probiótico, olhava as fezes e dizia: olha, aquilo que a gente colocou pela boca, a gente achou nas fezes, é sinal que deu certo. Então não, não é assim. Nessas pesquisas agora que o Rodrigo falou, foram feitas biópsias da mucosa intestinal. E se descobriu o que? Que muitas vezes o probiótico é simplesmente uma coisa cara que sai do jeito que entrou e não coloniza coisa nenhuma. Segundo, e mais interessante, foi esse estudo que deram dois antibióticos bem potentes para tentar fazer um grande estrago na flora intestinal de voluntários e depois se administrou probióticos para um grupo, para outro grupo não. Foi um estudo randomizado. E a conclusão foi que os probióticos muitas vezes retardavam a restauração da flora normal.

Rodrigo Polesso: Isso é incrível!

Dr. Souto: Eu vou fazer uma analogia ecológica para os nossos ouvintes que talvez facilite. Imagine o seguinte: eu fiz uma queimada em uma área de mata nativa, de Mata Atlântica. Desmatei o equivalente a 10 campos de futebol com queimada. Agora aquilo ali é uma terra arrasada e aí eu semeio naquela região árvores da América do Norte, sementes de plantas estranhas, que não fazem parte daquela região. Aí, claro, vai começar a crescer pinheiros do Canadá, vai começar a crescer uma série de outras plantas invasoras, exóticas. Faz todo o sentido que isso dificulte a recuperação do bioma que existia ali antes, porque agora eu introduzi espécies exóticas. Mas, vocês entendem que é só depois que a gente faz o experimento, o ensaio clínico randomizado que a gente tem condições de saber se algo funciona ou não e de começar a levantar hipóteses alternativas. Enquanto a gente ficar fazendo esse exercício fútil de achar que é possível descobrir tudo e saber tudo sem sair do sofá, só fazendo hipóteses na cabeça… Isso era o que se fazia na Grécia Antiga. Eu já falei aqui sobre isso. Aquela história de que durante a Idade Média muitas vezes o pessoal se recusava a verificar na realidade se alguma coisa era ou não era daquele jeito, porque a grande autoridade sobre aquele assunto eram os escritos de Aristóteles. Se Aristóteles dizia que as artérias do corpo carregam ar, bom, então era ar. E precisou chegar o Iluminismo para as pessoas começarem a dissecar cadáveres para ver que não era assim. As artérias se chamam AR-térias por causa disso, porque eles achavam que era ar que passava dentro, e não sangue. É só procurar na internet e vocês vão encontrar relatos dos livros que existiam durante a Idade Média, onde se achava (e essa linguagem é usada até hoje) que no coração se ardia um fogo, uma fornalha. As pessoas realmente achavam que tinha fogo dentro do peito das pessoas e por isso que quando o coração parava a pessoa morria: porque apagou o fogo daquela fornalha. Hoje a gente usa ainda como metáfora. Mas as pessoas acreditavam nisso, porque ninguém ainda tinha ido lá para abrir o peito do cadáver ou dissecar animais e descobrir. Porque estava escrito no livro do Aristóteles. E o Aristóteles chegou a essas conclusões como? Pensando. Porque se imaginava que o pensamento era a forma mais importante e útil de se chegar à verdade. Sim, o pensamento é importante, mas é necessário ter a parte empírica, que confirma ou refuta aquela teoria, aquele pensamento. Principalmente refuta. Porque confirmar, a gente nunca pode confirmar o suficiente, mas refutar a gente pode. Todo esse meu discurso para dizer o seguinte: a gente tem que ser cético não só em relação às diretrizes no que diz respeito a low carb e diabetes, ou low carb e perda de peso, ou se as estatinas deveriam ser usadas por pessoas que tem um colesterol acima de 200, mas o resto está tudo ok. A gente tem que ser cético também quanto ao uso de suplementos, vitaminas. A gente tem que ser cético quanto a medicina alternativa. A gente tem que ser cético quanto a essa questão dos probióticos. Por quê? Porque enquanto for tudo baseado em teoria e não tiver ensaio clínico randomizado, é só chute. E aí o que acontece? A gente sai usando com aquela noção assim: mas só pode fazer bem… ou é natural, então está bem. Eu acho que o grande benefício que traz a gente discutir esse assunto aqui é aumentar o nível de pensamento crítico das pessoas, não é, Rodrigo?

Rodrigo Polesso: Concordo plenamente. Na verdade, acho que foi muito bom você ter aberto esse leque. Porque o problema é muito maior. É um problema genérico de entender que nós seres humanos queremos desesperadamente ser mais inteligentes ou ser mais espertos que o nosso corpo. E olhando para trás na história, toda vez que a gente tentou fazer isso, a gente deu com os pés na lama. Na época do genoma, por exemplo, se achava que todas as doenças iam ser curadas, que o mundo ia mudar completamente. E o que aconteceu foi: nada. Até hoje, a busca por esse problema… a decodificação do câncer no genoma, bilhões de dólares depois já deu em: nada. Enquanto a gente sabe que outras intervenções gratuitas de estilo de vida dão resultados mais promissores. Agora o probiótico e outro que eu falei no podcast anterior, a questão dos antioxidantes, das vitaminas, dos detox, dos extratos que podem ter efeitos muito específicos em alguns casos, mas como recomendação geral a gente acaba só perdendo dinheiro e tendo esperança a toa. Se você não viu o vídeo sobre antioxidantes, eu fiz lá no Youtube, procure por Mito do Antioxidante. E muita gente, quando eu fiz, dr. Souto, vêm rebelados. Eles dizem: eu prefiro ficar com o doutor… Não vou falar o nome, não, mas é Lair o primeiro nome, porque ele recomenda para Deus e o mundo que cúrcuma é a melhor coisa da vida. E eu falei assim: tudo bem, a opção de você ficar com a opinião de um doutor que você gosta é sua. Só que eu só estou dizendo que a evidência para sustentar o que ele está dizendo não existe. Então, talvez ele tenha uma evidência que ninguém mais no mundo conhece, ou o que ele está dizendo é baseado na opinião dele. E isso é no caso da cúrcuma, no caso de outras coisas também. E agora, no caso dos probióticos, se tiverem doutores recomendando geral que isso pode beneficiar todo mundo, saiba que não existe evidência conclusiva para embasar esse tipo de coisa. Basta pelo menos colocar uma pulga atrás da orelha. Pode beneficiar muita gente, mas não é uma recomendação geral.

Dr. Souto: E assim, veja bem, para as pessoas… porque às vezes as pessoas não estão acostumadas com discurso científico e entende que a gente está dizendo que não tem importância nenhuma. Não, ninguém disse isso. Provavelmente o microbioma é muito importante no processo de saúde e doença. O que significa é o seguinte: ele é importante, mas nós não sabemos como manipulá-lo. E quem disser que sabe, está mentindo. Quem disser que vai fazer uma receita que tenha uma quantidade dessas cepas específicas de microrganismos para mandar manipular e fazer um probiótico específico para o seu caso. Essa pessoa está chutando. Por quê?  Porque não existem ensaios clínicos randomizados feitos e bem feitos que mostrem benefício do uso desse tipo de coisa. É muito provável que no futuro vá se evoluir para uma situação na qual a gente possa saber, por exemplo, que uma pessoa que tem resistência à insulina vai se beneficiar se a análise do seu microbioma mostrar uma falta das bactérias x ou y e um excesso das a e b, que a gente possa manipular isso através de probióticos. Quem sabe? Talvez seja possível. Eu não sei. Hoje, em 2018 é chute. E é melhor a gente fazer aquilo que evolutivamente faz mais sentido: comer comida de verdade e deixar que a microbiota que mora lá se adeque. Sim, existem situações de disbiose. Talvez a mais conhecida seja a proliferação excessiva de microrganismos no intestino delgado. O intestino delgado não é para ter muita bactéria. É para ter bactéria no grosso. Quando tem proliferação no intestino delgado, às vezes existem até tratamentos com antibióticos específicos que são usados para diminuir aquilo ali. É um negócio que vai ter que ser visto com um gastroenterologista que entenda do assunto. Mas, eu estou falando que essa história de consumir probióticos… Vou consumir probiótico, mais vitamina A, B, C, D, mais os 500 outros suplementos e tal, isso é marketing. E isso significa ser tão ingênuo quanto as pessoas que acham que tomar um monte de remédios é o segredo da felicidade e da saúde. Pessoal, não vamos esquecer, as indústrias que fabricam os suplementos são as mesmas que fabricam os remédios. Então se vocês são tão céticos assim com relação à indústria farmacêutica, como é que podem ser tão crédulos com a indústria dos suplementos? É a mesma coisa! Vou contar um segredo para vocês: é a mesma coisa. Quem é que, por exemplo, inventou que é necessário consumir proteína 30 minutos antes e até 30 minutos depois da atividade física? Porque os ensaios clínicos randomizados, tem alguns que sugerem que isso seja benéfico, mas aí quando vocês vão ver o desfecho, o desfecho é assim: a biópsia do músculo mostrando um aumento da síntese proteica. Síntese proteica dá para mostrar na praia? Porque, assim, o desfecho importante, o desfecho concreto é que a pessoa quer ficar com uma massa magra maior, mostrar ali na praia que o cara tem músculos. Síntese proteica… ativação do mTOR, não dá para mostrar a ativação do mTOR na praia. O que importa se o cara quer ficar forte é que ele fique forte. E quando a gente olha os ensaios clínicos randomizados que efetivamente medem hipertrofia, o que a gente vê? Tem metanálise disso publicada. Que a maioria dos estudos de boa qualidade não mostra nenhuma relação. O importante é ter um consumo adequado de proteína dentro das 24 horas. E aí quando vai se ver os estudos que tendem a sugerir benefício desse consumo em uma pequena janela, quer dizer, tem que ter um pré treino e um pós treino, é tudo patrocinado por quem? Pela indústria de suplementos. Então me espanta que o pessoal seja cético e duvide de tudo que diz respeito a remédio, mas acredite em qualquer balela que diz respeito a medicina alternativa e suplementos. Uma vez escrevi lá no blog e quem quiser procurar é só colocar no Google: Souto Dieta Conflitos de Interesses. Se não me engano, esse é o nome da postagem, não tenho certeza. Mas lá eu comentava o seguinte argumento: a maioria das pessoas que acredita em coisas piamente, por exemplo, esse que tu falou, Rodrigo. O cara vai usar cúrcuma porque determinado médico falou. Será que essa pessoa compraria um carro usado sem levar para o mecânico da sua confiança dar uma olhada, só porque o vendedor do carro usado disse que o carro era uma maravilha? Olha só, o vendedor do carro usado me garantiu que esse carro nunca bateu, que esse carro está com tudo em dia, e que na verdade ele era um carro que pertencia a uma viúva, que praticamente não dirigia. E a gente vai olhar no velocímetro: o carro é de 2010 e ele tem 5.600 km só rodados. Eu vou acreditar, está no velocímetro. É assim que vocês compram um carro usado? Se comprarem, sinto muito, mas vocês vão ter muitos problemas na vida, não só com carro usado, mas com investimentos e com tantas outras coisas. A gente já nasce com ceticismo. A gente sabe que não pode confiar em tudo. Que o vendedor do carro usado tem um conflito de interesses muito grande. Pode ser que ele não queira ser desonesto, mas ele precisa. Ele precisa, porque ele tem que vender aquele carro. Se ele não vender, não vai ganhar o bônus da venda e não vai conseguir pagar o colégio dos filhos. Então eu tenho que duvidar. Eu tenho que partir do princípio que talvez aquele velocímetro tenha sido mexido, que esse carro já tenha sido batido e chapeado. Agora quando chega na hora de tomar cúrcuma eu acredito 100%?

Rodrigo Polesso: É, não faz sentido. Não tem coerência.

Dr. Souto: Porque o cara que fabrica cúrcuma não tem nenhum interesse em fazer estudos científicos tendenciosos… Vocês entendem que não dá para ser cético em uma coisa na vida e ser crédulo na outra? Pelo menos eu, na minha cabeça… Eu, Souto, eu tento ter um nível de ceticismo basal que vale para tudo. Se a gente não tiver, a gente vai ser enganado. A gente pode ser enganado pelo vendedor de carro usado, mas a gente pode ser enganado, sim, pelos estudos científicos. A gente pode ser enganado, sim, pelas diretrizes. Tem que ser cético para tudo na vida.

Rodrigo Polesso: É verdade. A gente não só pode ser enganado, como estamos sendo o tempo inteiro. Se você não estiver esse muro erguido, os cachorros vão entrar, sem dúvida, em uma área ou na outra. Mas, enfim, vamos lá… vamos compartilhar o que a gente degustou ou vai degustar. Porque eu não degustei nada ainda, então eu vou começar dizendo que de janta hoje eu vou fazer uns bifes de entrecôte bem legais, com uns queijos para acompanhar. E essa vai ser a minha janta hoje. Alimentação forte! Diga lá você, dr. Souto. O que você aprontou na cozinha hoje? Fez alguma coisa exótica? Uma culinária francesa? Michelin star? O que aconteceu?

Dr. Souto: Na realidade eu só fiz um bife com ovo. Porque assim, o problema é o seguinte… é a simplicidade, não é? Então, assim, a simplicidade é uma virtude. Eu fico imaginando como deve ser complicado a pessoa que realmente precisa fazer um prato diferente cada dia. E a pessoa ainda por cima não quer comer porcaria. Então, quer dizer, eu quero comer alimentos nutricionalmente densos; eu quero consumir alimentos diferentes, coloridos e bonitos a cada dia; eu quero evitar que eles sejam ricos em carboidratos refinados… Poxa vida, a pessoa tem que ter talento aí, não é? Por exemplo, a Poliana, a Nutri das Panelas, é uma dessas pessoas. vocês olham o Instagram dela e cada dia tem um negócio maravilhoso. Mas, eu vou pela simplicidade, bifinho com ovo resolve.

Rodrigo Polesso: Resolve muito bem! Eu chamo de minimalismo alimentar. E é isso, essencialismo também é uma boa palavra para essa mesma coisa. Pessoal, é isso aí por hoje! Entre em TriboForte.com.br para ver como você pode fazer parte, acessar um mar de informações, receitas, inclusive da Poliana (e da Paty também). Então entre em TriboForte.com.br para ver o que te espera lá dentro. Com isso, passo em frente esse podcast. Muita informação boa para quebrar muitos mitos e mudar paradigmas. A gente se fala na semana que vem, no próximo episódio sem falta! Dr. Souto, obrigado pelo seu tempo, a gente se fala na próxima. Até lá!

Dr. Souto: Até lá! Obrigado! Até a próxima!

2018-10-30T08:52:57+00:00outubro 30th, 2018|Podcast|0 Comments

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