TRIBO FORTE #136 – PERGUNTAS & RESPOSTAS 6

Bem vindo(a) hoje a mais um episódio do podcast oficial da Tribo Forte!

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Neste Podcast de perguntas e respostas falamos, entre outras coisas, sobre:

  • Nova droga vindo por aí para diabetes tipo 2 e desenvolvida no Brasil?

Escute e passe adiante!!🙂

Saúde é importante!

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🙂

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Ouça o Episódio De Hoje:

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Caso de Sucesso do Dia

Katia setembro

 

Referências

Artigo no G1 Sobre Novo Medicamento Para Diabetes

 

Transcrição do Episódio

Rodrigo Polesso: Olá! Bom dia, boa tarde, boa noite para você. Bem-vindo a mais um episódio da Tribo Forte, o seu podcast semanal de saúde e estilo de vida saudável. Olha só… Vamos ter perguntas e respostas hoje aqui. Mais um show de variedade… Cada pergunta que a gente recebe… Acho que o pessoal curte bastante saber os nossos pitacos a respeito disso. Sempre que possível a gente embasa no que a gente tem conhecimento da ciência… Na medicina baseada em evidências, sempre. E também tem uma notícia bem recente no novo medicamento para diabetes tipo 2 desenvolvido no Brasil. Então, vou colocar vocês a par disso só para a gente discutir um pouco sobre essa questão também. Mas no mais… Dr. Souto, bem-vindo. Tudo bem?

Dr. Souto: Tudo bem. Tudo bem, Rodrigo? E boa tarde também aos ouvintes.

Rodrigo Polesso: Isso, então e o seguinte. Antes de começar com as perguntas e respostas aqui, vamos ver o que é esse bendito novo medicamento. Saiu no G1 agora… Bem, bem, bem recente… Setembro agora. A headline, a manchete do artigo é a seguinte. “Novo medicamento tornará controle do diabetes mais eficiente. Pesquisadores brasileiros criaram droga que combina amilina humana e insulina.” A questão é a seguinte, pessoal. A amilina, um negócio que a gente nunca falou aqui… Não fala… Pouco falado no mundo inteiro, na verdade, é um hormônio que é secretado junto com a insulina pelo pâncreas, em proporção de 100 para 1, de insulina e amilina. A função de amilina é de desacelerar o esvaziamento gástrico, e sinalizando a diminuição também dos sucos gástricos, da bile e das enzimas digestivas. Essa ação conjunta com a insulina visa diminuir o apetite, enfim, processar a parte do processo digestivo. O problema até então é que ninguém conseguiu usar amilina humana junto com a insulina na forma de um único medicamento para o pessoal que injeta, os diabéticos. É isso que os pesquisadores do Rio dizem ter conseguido fazer… Nomeando a nova droga… Olha só… Muito brilhante o nome, na minha opinião… O nome da droga é BZ043. Esse é o nome que eles escolheram. A melhor opção que eles conseguiram achar para esse medicamento. Mas, enfim… Agora… Acho que o ponto que eu coloquei é para a gente ver as coisas um pouco em perspectiva. Sobre esse medicamento, óbvio, eles vão ter que fazer testes em humanos ainda… E isso para entrar no mercado, dando certo, demoraria alguns anos – segundo eles, de 3 a 4 anos, sendo otimistas, eu imagino. Mas colocando em perspectiva, imagine o mundo… Vamos imaginar juntos o mundo onde se picar várias vezes ao dia, injetando insulina para quem tem diabetes tipo 2… Ou outros medicamentos para diabetes, seja algo desnecessário. Um mundo onde a condição diabetes tipo 2 possa ser tanto prevenida quanto até revertida. Onde as pessoas possam se desvencilhar do uso de medicamentos completamente. E efeitos colaterais desses medicamentos também. E voltarem, – quem diria – a viver uma vida normal. E que mundo é esse, Dr. Souto?

Dr. Souto: Eu atendi ontem um paciente, Rodrigo, que o filho dele marcou uma consulta para ele. E o filho queria ir junto, mas no fim não pôde. Então, apareceu o pai. Um senhor obeso, com resistência à insulina, síndrome metabólica, diabético tipo 2. E aí o médico dele tinha dito que ele precisava emagrecer. Até aí está correto. E aí, o que deu para ele como solução? O Saxenda. Saxenda é a liraglutida. É um remédio para diabetes injetável, por isso que eu me lembrei. A pessoa tem que fazer aquela injeçãozinha. E com isso… E o Saxenda tem um efeito que lembra um pouco esse da amilina. Ele também diminui o esvaziamento gástrico… Com isso dá uma sensação de plenitude, de saciedade. Em alguns pacientes até de náusea, porque o estômago não esvazia direito e começa dar aquela sensação de barriga cheia. E claro, a pessoa tende a comer menos e emagrecer. Ele disse que calcula que gastou 10 mil reais em liraglutida e não emagreceu, e continua diabético. Então, o meu comentário para ele foi o seguinte. Olha… O quão mais barato é uma consulta médica na qual eu possa lhe dizer que o senhor tem que restringir os carboidratos para melhorar o seu diabetes e lambuja com isso o senhor vai ficar mais saciado, vai emagrecer aquilo que o senhor não emagreceu com essa medicação. Essa medicação tem que ficar injetando sempre. Isso que eu estou lhe dizendo, eu posso lhe dizer uma vez só e o senhor fazer o resto da vida. Quer dizer, ele não precisa ficar pagando consultas todos os meses e tal. Basta entender uma vez e de vez em quando aparecer para mostrar como os exames estão. Para ter o orgulho de mostrar que eles estão melhores. E ainda comentei com ele o seguinte. Pega 10 mil reais… E quanto peixe e quanto filé dá para comprar?

Rodrigo Polesso: Exatamente isso que eu ia te perguntar.

Dr. Souto: Então, isso é o que as pessoas têm que pensar quando dizem assim… “O problema é que a dieta low carb é uma dieta cara.” Primeiro, não é. Eu não preciso comer mignon. Eu posso comer carne de panela.

Rodrigo Polesso: Ovo, carne moída, carne de porco, bisteca de porco… Não é caro isso não.

Dr. Souto: É uma questão de que a pessoa vai comer aquilo que seu orçamento permite. Isso independe de ela estar fazendo low carb ou não. Agora… Segundo é que mesmo que eu opte sim por comer filé mignon e salmão do Alasca… Ainda assim é mais barato do que esses remédios. Essa é a questão. Sendo que esses remédios não vão impedir você de ficar cego, de entrar em hemodiálise, de ter uma perna amputada, porque o diabetes progride enquanto você estiver comendo aquilo que não deveria. A medicação não impede o diabetes de piorar. A medicação retarda um pouco o inevitável na vigência de uma alimentação errada. O que é uma alimentação errada? Para um diabético, uma alimentação errada é uma alimentação rica em carboidratos. Corrige-se isso e aí sim a gente passa a evitar essas consequências. E perde peso.

Rodrigo Polesso: É verdade. E não precisa ir na farmácia passar vergonha pedindo BZ0243 que é uma coisa meio akward também.

Dr. Souto: Pode ter certeza que vai mudar de nome o dia que entrar no mercado.

Rodrigo Polesso: É. Mas segundo eles… Esse é o outro ponto… Eu li que eles nomearam, como se tivessem escolhido o nome e esse foi o nome… Enfim… Esse não é o ponto aqui. Pode esquecer isso aí. Na minha opinião, não vai nem chegar no mercado. Bom, a primeira pergunta de hoje vem da Patrícia Bueno. Ela fala: “Para mim, que gosto bastante de café, como eu posso tomar sendo que eu não posso adicionar açúcar refinado?” Para mim, eu digo o seguinte. Patrícia, você não gosta de café. Esta é a verdade. Você gosta é de sobremesa. É que nem o pessoal que vai no Starbucks e pede aqueles frappuccinos, que tem tudo menos café dentro… “Eu só tomo um café por dia, porque eu não emagreço?” Isso não é café. Café é grão mais água quente. Isso é café. Então, o primeiro passo para você, na minha opinião, é começar a gostar de café. É justamente isso que você acha que você faz já. O primeiro passo é você começar a gostar de café. Agora, sem tentar ser tão militar nessa minha resposta… Vou tentar dar uma opinião um pouco mais suave, mais à la Doutor Souto assim. Eu acho que se você começar a usar um adoçante natural, como um pingo de stevia para que seja menos doce do que o açúcar… Se você começar a reclamar do gostinho de stevia que fica, também, sacanagem… Ou um outro adoçante natural não calórico para você fazer uma transição para o café sem açúcar total, talvez possa ser uma maneira fácil de você fazer. Agora lembrando que o café de fato é amargo. O café tem um gosto forte. E este é o café. Se você não gosta disso, você não gosta de café. Essa é minha opinião.

Dr. Souto: Eu concordo. Provavelmente ela tem o hábito de tomar um café docinho depois do almoço, uma sobremesa. Eu acho a stevia um gosto muito ruim. Mas, mais uma vez, é uma questão de paladar minha. Se é para botar stevia em qualquer coisa, eu prefiro não consumir com adoçante nenhum. Então, se ela prefere uma coisa que tem um gostinho mais parecido com açúcar, pega um xilitol. E tenta ir colocando cada vez menos até conseguir desmamar desse gosto doce. É possível. A gente chega lá. Eu dou o exemplo… Já dei várias vezes aqui no podcast, mas não custa lembrar. Tem gente que não ouviu todos desde o início, né? A maioria das pessoas que nos ouvem pedem alguma bebida alcoólica seca, seja ela cerveja, seja ela um vinho cabernet seco, seja um whisky. Essa pessoa que bebe uma cerveja amarga, que bebe um vinho seco, que bebe um espumante brut ou extra brut… Essa pessoa, a primeira vez que experimentou uma bebida dessas… Lá saindo da adolescência, com 18 anos de idade…

Rodrigo Polesso: Fez cara feia.

Dr. Souto: Fez cara feia. Mas para se enturmar com seus amigos foi dando uma forçadinha e aprendeu. Então, poxa vida, não é diferente, né? Faz de conta que você vai ter que se enturmar com seus amigos aqui Souto e Polesso. E para isso vai ter que beber o negócio amargo, sem mimimi.

Rodrigo Polesso: É verdade. Sem mimimi. Exatamente. Exatamente. Isso é engraçado… Você falou da cerveja… Hoje em dia está na moda – digamos assim – as IPAs, as IPAs da vida, que no passado, há 10 anos atrás, não eram tão comum no Brasil pelo menos. Eu lembro que quando eu comecei a tomar cerveja… E eu comecei muito tarde a tomar cerveja… E foi justamente por isso que você falou, que é coisa gente nova… Se enturmar. Então, na verdade eu tomei pela primeira vez e não gostei também. Mas eu tomei cerveja normal. Agora, a primeira vez que fui tomar uma cerveja amarga, na minha opinião, era Guinness. Hoje eu tomo Guinness e não tem nada de amargo. Só que na época era muito amarga. Então, a gente vai se acostumando. Hoje eu só tomo IPA, double IPA, que são bem mais amargas, na verdade. E é ótimo. Se você pensar em colocar açúcar dentro, eu não conseguiria tomar. Eu sinceramente não conseguiria tomar. Assim como gente vai colocar açúcar num merlot, num cabernet seco, não vai conseguir tomar também. Então, é o mesmo processo por trás do café. Hoje eu não consigo tomar um café doce. Não consigo. Não estou fazendo nem de… Eu simplesmente não consigo tomar um café doce. Então, é uma questão de hábito. É o paladar que vai se acostumando e você chega lá, com certeza.

Dr. Souto: É hábito. É a mesma coisa falar para nós gaúchos para botar açúcar no chimarrão. Sai briga de faca.

Rodrigo Polesso: De faca na melhor das hipóteses. Olha só… A segunda pergunta aqui… Eu vou passar para você essa aí de cara. É do Narriam Souza. Ele fala: “Creme de leite entra na alimentação forte?” Quero ouvir sua opinião.

Dr. Souto: Olha só. O que é o creme de leite? O creme de leite é a gordura do leite ainda com um pouco da caseína. Até interessante, Rodrigo, para o pessoal entender. Acho que tem gente que não sabe disso. Quando a gente pega o leite… O leite da vaca… Ele tem mais ou menos 3% de gordura. Vai depender um pouco da vaca. Mas é torno de 3% de gordura. O que se faz para produzir esses derivados gordos é centrifugar o leite. À medida que a gente centrifuga, a parte aquosa vai ficando na periferia porque ela é mais pesada e a gordura que é mais leve, menos densa digamos assim, vai ficando no centro. Dependendo de quanto eu centrifugar, eu vou concentrar mais essa gordura. Então, eu tenho o creme… É o cream, que no Brasil a gente não usa… Mas no hemisfério norte é muito usado. Nos Estados Unidos, na Inglaterra. Eu quero um pouco de creme no meu café ou no meu chá. É como se fosse um leite mais grosso.

Rodrigo Polesso: É 30% o full cream, que é o creme normal.

Dr. Souto: Nos Estados Unidos, o que normalmente eles têm é aquele half and half… É em torno de 10% de gordura. Bom, o nosso creme de leite no Brasil… O de latinha, que é o único que presta… Então, repito… O de latinha não light, não leve… O de latinha tradicional, original é o único que presta… Ele tem em torno de 20% (se não me engano) ou 22% de gordura. Então, ele nada mais é do que o creme de leite progressivamente concentrado pela centrifugação. A nata que a gente tem nos estados do sul do Brasil… Ela é um passo a mais na centrifugação. É 50% de gordura. Então, a nata está um pouco mais próxima da manteiga do que do leite. Mas a nata ainda tem a caseína, ela ainda tem aquela cor branca do leite e o gostinho assim um pouquinho do leite. E por fim vem a manteiga. A manteiga é em torno de 80% gordura. E aí ela já começa a ficar com a cor amarelada, que é a cor da gordura. E a manteiga ghee é aquela na qual foi clarificada a manteiga… Foi posta em banho maria, aquecida, removida a espuma que forma, que é proteína e lactose e fica praticamente a gordura pura do leite. Então, se entra numa alimentação forte… Veja bem. É low carb. Então, assim… O creme de leite tem carboidrato? Tem, mas não é muito porque a lactose é solúvel em água, então a lactose fica mais na fase não gorda da centrifugação. Quanto mais gordo for um laticínio, menos lactose ele vai ter… De modo que o creme de leite não muita lactose. Agora, se ele entra na alimentação forte, ele não pode ser a base da alimentação, né, Rodrigo? Porque entra um pouco numa coisa que nós comentamos em um outro episódio de um ouvinte nosso que perguntou sobre tomar o óleo de coco em jejum de manhã. É basicamente gordura pura… O óleo de coco. Da mesma forma o creme de leite. Se eu quiser usá-lo para fazer uma receita, eu não vejo problema nenhum. Vou fazer um estrogonofe. Vai creme de leite. Vou fazer um fricassê de frango. Vai creme de leite. Ou mesmo uma sobremesa. Quero fazer uma cobertura para um bolinho low carb feito com farinha de amêndoas. Vou derreter meu chocolate 85% num creme de leite e adoçar com xilitol. É low carb. Agora, esse é o tipo de coisa que às vezes a pessoa está tendo dificuldade de perder peso numa dieta low carb… É pelo consumo desses alimentos hiperpalatáveis e muito densos do ponto de vista calórico. Não sei o que você acha.

Rodrigo Polesso: Concordo plenamente com você. Acho que como condimento, como uma coisa que é muito pouco processada, como você muito bem explicou, acho que sim. O conceito que a gente fala de alimentação forte é o quê? É alimentação de verdade, priorizada por densidade nutricional. No caso do creme de leite, ele vem do leite… Assumindo que é um creme de leite de qualidade… Que eu acho que é exatamente isso que eu queria ouvir de você quando eu perguntei. É qualificar creme de leite. O que a gente vê vendendo por aí muitas vezes não tem nada a ver com isso. Então, o creme de leite da fazenda que as pessoas fazem, sim, é derivado do leite. É rico em gorduras. Ainda mantém várias propriedades do leite. Eu não vejo problema nenhum de ser um condimento na alimentação forte, sem problema nenhum. Mas, claro, como o Dr. Souto bem falou de novo, não deve ser a base, o creme de leite… Ser aceitável num estilo de vida alimentar não significa ser liberado ao exagero. É um ponto que a gente sempre tem que levantar aqui.

Dr. Souto: É. Eu tinha um paciente uma vez… Eu já contei isso aqui… Que usava 4 latas de creme de leite por dia e não estava conseguindo emagrecer.

Rodrigo Polesso: Como?

Dr. Souto: Como? Eu vou explicar como. Ele misturava coco ralado e sucralose. Fazia um mingauzinho com gosto de coco e ficava comendo.

Rodrigo Polesso: Aé? Caramba… Sabe quem mais comida duas latinhas de cream, o creme… O Dr. Andreas Zenfeld… Uma época ele estava fazendo cetose virando duas latinhas dessas de full cream… Ele teve que parar porque estava engordando…

Dr. Souto: Mas aí era um experimento. Engordando em cetose.

Rodrigo Polesso: Ele fazia porque gostava.

Dr. Souto: Claro, é uma delícia. Obviamente, imagina, o negócio tem gosto de coco. Então, a gente sempre fala. Na natureza normalmente o açúcar e a gordura não existem em combinação. O coco é gordo, mas não é doce. O abacate é gordo, mas não é doce. A carne é gorda, mas não é doce. Já a laranja é doce, mas não é gorda. Entendeu? O kiwi é docinho, mas não é gordo. Então, é o ser humano que, através da culinária, que cria essas coisas deliciosas e malígnas onde a gente combina o doce e o gordo. É a pizza, o milk shake

Rodrigo Polesso: O brownie…

Dr. Souto: O sorvete… É onde tem, então, a gordura e o açúcar combinado. Aí o que que acontece? Por que que essas coisas são complicadas? Porque são realmente hiperpalatáveis. Hiperpalatável significa: é gostoso demais. Então, só porque eu adocei meu creme de leite com coco e eu adocei com adoçante artificial… Bom, está bem, não é açúcar, mas fica tão gostoso como se fosse. E aí eu como mais. Eu quero ver comer 4 latas de creme de leite purinho, sem botar gosto nenhum, sem misturar o coco ralado e sem misturar o adoçante. A pessoa não vai comer tudo aquilo. Então, inclusive, a Nanda Muller nutricionista que já falou lá na Tribo Forte dava um exemplo de como uma pessoa não comeria um tablete de manteiga puro. Talvez desse até enjoo, náusea, comer um tablete inteiro de manteiga. Mas se você misturar aquele tablete com farinha, com açúcar, com ovos… Vai virar um bolo. E aí você vai comer um monte daquele bolo. Então, é isso aí. Creme de leite pode fazer parte de uma alimentação forte, mas não pode comer latas puras, coisas aos montes.

Rodrigo Polesso: Bom senso continua em moda, como sempre. A próxima pergunta é interessante também. É a primeira pergunta nesse sentido que vem aqui no podcast. É da Shira Araus. Ela pergunta: “Pode fritura na low carb? Tipo com banha?” É uma boa pergunta. O que você acha, Dr. Souto?

Dr. Souto: É uma boa pergunta. Num podcast anterior a gente brincou um pouco com a questão da acrilamida, que é uma das substâncias que se formam quando a gente cozinha em alta temperatura. Então, digamos assim… Se nós fôssemos colocar as diferentes formas de cozinhar desde a mais saudável até a menos saudável, talvez a mais saudável realmente seja no vapor, ou fervido. Então, se eu quiser fazer vegetais no vapor, é uma forma saudável de eu fazer os vegetais. Se eu quiser, por exemplo, fazer um picadinho que eu faço numa panela onde eu vou ter um molho, vou ter vegetais misturados ali… Como aquilo está sendo cozido dentro de uma panela, a temperatura não sobe muito acima de 100 graus, que é a temperatura da fervura. Então, essas são formas que expõem as coisas a uma temperatura não tão alta. Acontece que alguns pratos só ficam gostosos se a gente expor a uma temperatura mais alta. É o caso de um grelhado, onde a superfície da grelha vai ter uma temperatura mais alta do que 100 graus, obviamente. Já vai ter aquela queimadinha no alimento, que dá o gosto bom, mas também produzam algumas coisas que talvez sejam um pouquinho carcinogênicas. Veja bem, viver é carcinogênico.

Rodrigo Polesso: Exatamente.

Dr. Souto: Então, assim… O ar que a gente respira tem partículas radioativas. Existe radiação que sai do solo. Tem os raios cósmicos que vêm do sol. Respirar pode causar dano ao DNA… Radicais livres… Quer dizer, o oxigênio é altamente oxidativo. Então, assim… Eu acho que o fritar… Se a gente botar uma quantidade de óleo para dar gosto, ou uma quantidade de banha (por que não?) para dar sabor… Para não grudar coisa na superfície… Eu acho que é perfeitamente aceitável. O fritar por imersão não seria… Talvez seja, dessa sequência que eu coloquei, a forma menos adequada por dois motivos. Primeiro porque eu realmente estou expondo tudo aquilo a uma temperatura bem maior. Não é só aquela superfície que a gente bota na grelha. E também eu vou estar embebendo aquela coisa que eu estou fritando numa quantidade de gordura muito maior do que a necessária. Não é que uma dieta low carb seja uma dieta pobre em gordura. Não é isso. A alimentação forte, a dieta low carb, têm a gordura natural dos alimentos. Mas na hora que eu frito por imersão eu estou começando a agregar uma quantidade não natural de gordura aos alimentos. Vamos pegar o exemplo de uma batata frita. A batata frita absorve uma quantidade muito grande de gordura… Se não me engano, mais do que o próprio peso da batata, em gordura. Agora se o que nós estivermos fritando por imersão for uma asinha de frango, provavelmente o mesmo é verdade. Eu vou acabar tendo ali uma quantidade insólita de gordura. Para quem está querendo emagrecer, pode não ser a melhor opção. Eu costumo dizer para as pessoas no consultório… Até escrevi recentemente no blog sobre isso… Quando a gente restringe os carboidratos na dieta nós estamos obrigando o corpo a fazer uma opção metabólica. Qual seja… Passar a queimar a gordura como fonte de energia. Isso é uma coisa boa. Mas se nós começamos a consumir uma quantidade excessiva de gordura na dieta, talvez o nosso corpo queime só a gordura da dieta, ou principalmente a gordura da dieta, e não a nossa. Então, depende da situação de vida que a pessoa está. A pessoa está metabolicamente bem? Está no peso? Só está querendo manter e está afim de fazer umas asinhas de frango fritas por imersão… Está bem. Talvez para a pessoa que está querendo emagrecer seja interessante colocar no forno e assar essas asinhas. Elas não estar gordinhas. Elas vão ter sua pele. A pelezinha vai estar crocante. Mas é melhor do que fritar por imersão. É o que eu penso.

Rodrigo Polesso: É. Eu concordo plenamente. Eu acho que se for fritar com uma gordura que… Banha seria minha opção favorita também nesse caso. E asinha de frango na banha… Inclusive minha mãe mandou há pouco tempo atrás uma foto… “Fiz aqui, filho. Asinha de frango na banha.” Eu também trouxe essa moda nova para nossa família, que é asinha de frango. É uma coisa que eu adoro demais… Com sal e pimenta. É bom demais. É uma comida legal em restaurantes ou pubs e etc… Asinha de frango. Só que no geral tem que ter muito cuidado, porque o pessoal tende a empanar a bendita asinha de frango. Eu não acho que precise empanar, mas o pessoal quer crocante… E com aqueles molhos… Como é que fala… Molhados… Não é aquele tempero sal e pimenta. Aquele molho doce, molho não sei o quê. Então, acaba tirando todo o propósito da asinha de frango e claro que ela não vai ser frita em banha, vai ser frita em óleo vegetal. Isso sim é mais cancerígeno. Então, pelo amor de Deus. Tem que tomar cuidado. Mas uma asinha na banha é uma delícia. É bom demais.

Dr. Souto: Quando come na rua, eu acho especialmente problemático comer qualquer coisa frita, por isso que você falou. Vai ser sempre frito na pior coisa possível. Agora, em casa… Aí é diferente.

Rodrigo Polesso: Aí é diferente. Aí você tem controle. Olha só… A próxima pergunta é da Deise Barbosa. É interessante. O pessoal que já escuta a gente vai ouvir essa pergunta, que é uma pergunta meio longa, e vai querer começar a sair da cadeira. Vai já se pronunciar… Ela está certa, ela está errada, não sei o quê. Mas segura porque é uma pessoa que está entrando aparentemente no mundo low carb agora e está tendo algumas dúvidas básicas. E para cada pergunta dessa, existe uma carreira de gente atrás com a mesma pergunta. Então, nosso papel é elucidar isso. A Deise Barbosa pergunta: “Olá, Rodrigo. Gostaria que você me tirasse uma dúvida. Eu estou num grupo de dieta low carb e falaram que mel e aveia não pode porque não é low carb. Mas eu uso o mel no lugar do açúcar e a farinha de aveia no lugar do trigo – mas isso quando tenho aquela vontade de comer bolo. Eu faço um bolo bem pequeno e uso apenas 3 colheres de mel com três colheres de aveia. Quando falei isso para o pessoal do grupo, eles quase me crucificaram e falaram que era para usar xilitol no lugar do mel, mas no meu ponto de vista o mel é mais saudável até por ser natural, porque compramos de um senhor que traz de um sítio. Bom, acho mais saudável do que xilitol. E também mamão disseram para não comer porque não é saudável. Poxa, o mamão eu colho do meu quintal fresquinho e tem me ajudado bastante com intestino preso. O que você me diz sobre isso? Qual é a sua opinião? Responda por favor.” Eu respondi para ela. Ela perguntou no YouTube. E é o seguinte. Mel e aveia obviamente não são low carb. As duas coisas são, basicamente, açúcar. Amido, açúcar e um pouco de fibra. Então, tem que ter isso em mente. É claro que o pessoal numa comunidade low carb vai te crucificar. Não importa se você come de vez em quando, quando dá vontade de comer bolo. É melhor que trigo? É, potencialmente é melhor que trigo. Mel é melhor que açúcar que refinado? Potencialmente é, mas ainda é essencialmente açúcar. Então, se seu objetivo é emagrecer, você não deveria estar priorizando ou ingerindo esses alimentos durante o processo. Agora, do mamão que ela falou… Se o mamão está ajudando ela… Esse é dos males o menor, na verdade. Vai te ajudar a emagrecer, necessariamente? Provavelmente, não. Mas se o mamão substituir o mel e a aveia, eu acho que vai ser uma substituição positiva nessa questão. Mas interessante, Dr. Souto. Uma pessoa que entrou num grupo low carb e ela tem essa crença de que mel e aveia é uma coisa que ela… Ficou surpresa que vai contra isso aí. Mas a boa mentalidade dela, na minha opinião, é essa questão de comida de verdade. O mel vem do sítio. O mamão ela colhe fresquinho no quintal. A aveia eu acho que ela não colhe no quintal, porque é difícil. Mas essa questão de comida de verdade. Mas lembrando que low carb já estaria longe desses dois alimentos.

Dr. Souto: O que ela está cometendo de equívoco, na realidade, é confundir natural, saudável e low carb. Então, o grupo das coisas naturais… Lembra quando a gente aprendia na escola a teoria dos conjuntos? A gente pode ter um conjunto grande dentro do qual está contido um conjunto menor.

Rodrigo Polesso: Da onde você tirou essa?

Dr. Souto: Essa foi do arco da velha. Mas olha só… Dentro daquele conjunto menor que está dentro do conjunto maior… Aquele conjunto menor tem elementos que estão no conjunto maior também, mas nem todos que estão no maior estão no menor. Então, vamos explicar. Nós temos um conjunto maior que é comida de verdade. Este conjunto inclui tudo o que é minimamente processado que a gente encontra na natureza. Então, mamão é comida de verdade? É. Mel é comida de verdade? Com certeza. Aveia é comida de verdade? É. Bom, agora… Depois nós temos a questão dos alimentos low carb. Então, aveia é low carb? Não é. Isso não a faz um alimento necessariamente ruim para a saúde. Se eu tenho uma pessoa que não é obesa, que não é diabética, fisicamente ativa, não tem síndrome metabólica. Se essa pessoa gosta de comer aveia, eu não vejo problema. Então, alimentação low carb não é a única alimentação saudável que existe no mundo. Alimentação low carb se aplica maravilhosamente para 3 situações: obesidade/sobrepeso, síndrome metabólica e diabetes. Existe uma quarta situação que é… Aqueles de nós que gostamos de seguir a alimentação low carb porque a gente fica na melhor forma da vida, com um percentual de gordura baixo, se sente bem. Então a gente acha que é bom se manter assim… Porque, enfim, nós nos sentimos bem. Então, nós não temos necessidade de fazer uma alimentação low carb por doença, mas nós fazemos isso por saúde. Então, para quem se enquadra numa dessas quatro situações que eu falei… As 3 doenças e a pessoa que prefere porque se sente bem e para manter a saúde, bom, então é aquele negócio… Mel não é low carb. Mel é açúcar. Mas mel também é comida de verdade. Então, eu não posso dizer que mel não é comida de verdade. O que eu posso dizer é que mel não faz parte de uma alimentação low carb. Aí existe uma outra falácia que é a questão do natural. Isso aí tem até nome. Isso aí vocês podem procurar no Google. Chama-se falácia… Naturalista. Falácia naturalista é que tudo que é da natureza é bom. Isso a gente sabe que não é verdade. O exemplo que o Rodrigo sempre fala é que veneno de cobra é natural. Tem um monte de coisas venenosas que são naturais. A maioria das plantas que existe no mundo não são comestíveis. A esmagadora maioria das plantas são venenosas porque elas não querem ser comidas. A maioria das plantas comestíveis são comestíveis porque o ser humano nos últimos 10 mil anos foi selecionando versões menos tóxicas dessas plantas. A única parte das plantas que são naturalmente comestíveis, sem ter tido que ter sido selecionadas pelos nossos antepassados são as frutas.

Rodrigo Polesso: Algumas.

Dr. Souto: Algumas. Porque as frutas são uma parte que a planta preferiu deixar docinha para atrair os bichos para que os bichos comam a fruta e cuspam a semente. Acho que essa é a confusão que nossa leitora… Claro, ela está começando. Ainda é ingênua na coisa, não conhece. Então, ela primeiro tem essa concepção de que por ser natural é bom. Não, isso não é verdade. Agora, comida de verdade… Sim, tem muita coisa que é comida de verdade e não é low carb. Então, mel é açúcar. Mel é 60% sacarose, se eu não estou errado. Então, assim… Para vocês terem uma ideia, caldo de cana… Pegar cana de açúcar e moer, que nem tem na beira da estrada, sabe? Caldo de cana é 17% açúcar. Mel é 60% açúcar. Por isso que o mel é viscoso daquele jeito. Tenta fazer em casa com açúcar. Vê quão pouquinha água precisa colocar para que fique tão viscoso como o mel. Então, o mel é fundamentalmente açúcar sim. “Mas ele tem nutrientes e tal.” Sim, eu sei que ele tem nutrientes, mas tem uma cacetada de coisas que você pode comer que tem nutrientes e não tem açúcar. Então, tratam-se de escolhas. Aqueles de nós que ou por doença precisamos de low carb… Ou porque gostamos do percentual de gordura que a gente atinge… E dá sensação de bem-estar que dá… Aqueles que preferirem seguir low carb… Bom, mel não é low carb. Aveia não é low carb. Quanto ao mamão, concordo com você, Rodrigo. Assim… Dentre todas essas coisas, é menos mal. Normalmente, leva algumas semanas até o intestino se acostumar bem com uma mudança de alimentação. Tem muita gente com intestino preso que quando diminui as fibras melhora a constipação. Isso é tão chocante, vou repetir. Tem muitas pessoas que, quando diminuem a quantidade de fibras melhoram a constipação. Existe estudo científico publicado em humanos sobre isso. E tem outras pessoas que, ao aumentarem as fibras, melhoram. Realmente… Bom… Fibras solúveis, que é o que tem nas frutas parece ajudar algumas pessoas. Então, se ela tirar a aveia, tirar o mel, não ficar fazendo bolo com aveia e comer mamão, ela está diminuindo a quantidade de carboidratos.

Rodrigo Polesso: É. Com certeza. Com certeza. Só para finalizar esse assunto, outra coisa é não confundir constipação com menor frequência de ir no banheiro, porque isso pode ser uma consequência natural de uma dieta com menos lixo. O que você coloca no banheiro não é útil para o corpo por definição. Então, quanto menos porcaria você come pela boca, menos porcaria sai por trás. Então, imagine… Isso a gente vê empiricamente muito fácil. À medida que você diminui a quantidade de coisas a serem eliminadas pelo corpo, você diminui obviamente a frequência que você vai ao banheiro. E se você não sente desconforto… Isso não caracteriza como constipação, como um problema. É simplesmente uma adaptação do seu organismo aos seus novos hábitos alimentares.

Dr. Souto: Isso é importante, Rodrigo, porque assim… É normal a pessoa estava comendo de 6 em 6 horas grãos integrais. Bom, então tem um monte de celulose ali… Porque a casca do grão a gente não digere, é celulose. É que nem comer papel. Então, é claro que se a pessoa de 6 em 6 horas está comendo papel picado, ela vai evacuar com meus frequência. Aí de repente a pessoa começa a comer uma alimentação nutricionalmente densa, onde a maior parte são nutrientes que o corpo absorve e aproveita. Então, essa pessoa… E de lambuja sente menos forme. Come menos. Menos quantidade, menos calorias. Bom, não é de se espantar que a pessoa vai evacuar a cada 2 dias. Se as fezes não estiverem duras, não estiver doendo para evacuar… São fezes bem formadas, normais… Textura normal… Isso não é constipação.

Rodrigo Polesso: E outra… Falou 2 dias, mas… Dependendo do tipo de alimentação que você tem… Uma dieta baseada em carnes com eliminação de fibras… É normal ver gente sem problema nenhum indo evacuar uma vez por semana. Ou até mais. Eu acho que o importante é isso que você falou. É prestar atenção no corpo e se tiver desconforto… Isso já não é normal. Então, cada pessoa é diferente. Você tem períodos diferentes. Só que a gente não está acostumado ainda à redução de frequência. Inclusive aquela médica que se curou da esclerose múltipla… Esqueci o nome dela.

Dr. Souto: Terry Wahls.

Rodrigo Polesso: Terry Wahls. Exatamente. Ela, Terry Wahls… Na palestra que eu vi dela… Ela falou que você tem que ir no banheiro no mínimo 3 vezes por dia. Eu falei, mas eu não sou vaca… Não sou herbívoro…  Mas ela é herbívora, na verdade, porque ela acredita que ela se curou por causa de uma quantidade enorme de vegetais e folhas que ela consome. Nada contra. Ela se curou, ótimo. Só que a gente não sabe se foi a quantidade de legumes que ela inseriu ou se foi a quantidade de coisas que ela retirou e substituiu pelos legumes. Então, ela vai no banheiro 3 vezes, 4 vezes por dia. Isso na minha opinião é bastante não prático num estilo de vida normal e não significa que tem que ser assim, porque do jeito que ela falou, ela acha que se você não está indo 2 vezes no mínimo por dia evacuar no banheiro, você está deixando a desejar na sua saúde. E o oposto disso é gente que faz uma vez por semana.

Dr. Souto: Vamos colocar a definição do livro… Até para vocês saberem… Isso não é loucura… O que está nos livros de medicina. Frequência evacuatória normal é de 3 vezes por dia até 1 vez a cada 3 dias. Então, uma vez a cada 3 dias segundo a definição dos livros, não é considerado constipação. Então, não precisa ser todo dia, várias vezes por dia, desde que a pessoa… Claro, se a pessoa evacua a cada 2, 3 dias, mas ela tem fezes super duras, tem que fazer força, machuca… Bom, aí não está certo. Aí tem essas dicas. Daqui a pouco diminuir o excesso de fibras ajuda alguns. Aumentar determinado tipos de fibra ajuda outros. Aumentar um pouco as gorduras na dieta ajuda ainda outros. E bom, sempre tem a ajuda do seu nutricionista, do seu médico com experiência em low carb.

Rodrigo Polesso: É isso aí. Para a gente ir finalizando, o caso de sucesso de hoje. Muito bacana. Vem da Kátia. A Kátia tinha dores na coluna, tinha pressão alta. Ela mandou para a gente: “Pressão 10 por 6. Dores na coluna? Muito raramente. Hoje, quando eu olho para o meu eu anterior, quase não posso acreditar que existiu. Hoje sou só gratidão.” Ela perdeu 22 quilos. Olha só que mudança enorme de vida.

Dr. Souto: Uau!

Rodrigo Polesso: 22 quilos comendo bem, sem passar fome, tranquilamente seguindo a alimentação forte. Ela seguiu o programa Código Emagrecer de Vez. E para você conhecer o programa, é só você acessar CodigoEmagrecerDeVez.com.br. A gente traz aqui sempre um caso de sucesso a cada episódio para motivar também e estimular as pessoas… E oferecer, claro, o programa porque eu sei que funciona, eu sei que ajuda as pessoas e também ajuda a manter tudo isso que a gente está fazendo aqui. Maravilha. Beleza. Ah não, não vamos fechando ainda não. Na verdade, a gente gravou… Em vez de perguntar o que você comeu na última refeição… Você chegou a comer alguma coisa na primeira refeição do dia, Dr. Souto, já que é à noite para você agora?

Dr. Souto: No café da manhã?

Rodrigo Polesso: É, ou café ou almoço. Como você preferir.

Dr. Souto: No almoço, na realidade, eu comi só um filé que eu fiz e tomei um vinhozinho. Agora já são 19:25, mas desde aquele momento eu não comi mais nada, porque ao contrário da Terry Wahls, eu não passo pastando o dia inteiro. Depois de comer bem, não é esperado, na minha opinião, que a pessoa fique sentindo fome no resto do dia. O que que eu pretendo comer agora de noite? Não sei, Rodrigo. Talvez nada. Porque não estou com fome. De repente vou terminar o vinho que eu abri lá no almoço.

Rodrigo Polesso: Boa.

Dr. Souto: Então… Eu tenho, na realidade, migrado para comer menos à noite. Outrora minha refeição principal era a janta, hoje em dia é o almoço. A janta muitas vezes é um pedacinho de queijo, algumas azeitonas, um cálice de vinho, alguma coisa assim… Mas deixou de haver essa refeição… Salvo quando é alguma coisa social. Uma janta que a gente janta fora e tal.

Rodrigo Polesso: Sim, sim. Legal. Bacana. Gostei muito da questão do vinho. Falando nisso, acho que vou comprar um também. Estou 4 horas atrás, então não é noite ainda. Acho que vou comprar um merlotzinho para mim. Para a janta… Surf and turf… Nos Estados Unidos a gente fala… Um belo de um bife junto com um belo pedaço de salmão selvagem. E, novamente, eu falo selvagem porque eu gosto mais da cor dele… Não é porque o outro é um veneno, porque a gente sabe que não é. O perfil lipídico, o perfil nutricional do salmão, assim como da carne de pasto, carne com grão… A gente sabe que não é tão diferente assim, como muita gente acha que é. Então, vou comer um pedaço de carne e um pedaço de peixe junto, vou degustar um queijo de sobremesa e esse vinho acho que vai acontecer hoje à noite também para fechar a alimentação forte do dia. Quanto sofrimento, hein, Dr. Souto? É um estilo de vida difícil esse.

Dr. Souto: É difícil, sofrido. Complicado.

Rodrigo Polesso: Tá louco. Pessoal, então fechamos esse podcast hoje. Espero que tenha curtido. Semana que vem a gente está aqui religiosamente, novamente no mesmo dia. Dr. Souto, obrigado. A gente se fala na próxima. Até mais.

Dr. Souto: Obrigado, pessoal. Até a próxima.

2018-10-15T20:21:41+00:00outubro 16th, 2018|Podcast|0 Comments

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